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Crônicas Policiais

Laudo aponta que causa da morte de bebê em creche em VG foi traumatismo craniano

Politec - IML
Foto de Karina Cabral
Karina Cabral

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a causa da morte de Vicente Camargo, de apenas 5 meses, foi “traumatismo crânio encefálico por instrumento contundente”. O menino morreu ontem (17), após ser deixado pela mãe em uma creche no Bairro Jardim Marajoara, em Várzea Grande.

O laudo ao que o LIVRE teve acesso também foi divulgado para a família ontem (17). Ariane Costa, que é prima da mãe de Vicente, Karine Aparecida Camargo, disse que a família está revoltada com o resultado.

“A gente deixou [na creche] uma criança de 5 meses, esbanjando energia. E a gente está aqui no IML para buscar o corpo dele. Revoltados. Isso não pode acontecer com mais ninguém. Essa creche tem que ser fechada. Esse hotelzinho tem que ser fechado. Eles mataram uma criança”, disse Ariane, na porta do IML de Cuiabá.

Ela afirma que, para a família, a tragédia poderia ter sido evitada. “Porque no ponto de vista da família é como o laudo constatou, foi um homicídio”, completou Ariane.

Paula Suelen, amiga da mãe de Vicente, disse que Karine ficou com o filho no colo, já morto, dentro de uma sala no Hospital Santa Rita por bastante tempo, até o IML chegar, e notou algo diferente na cabeça dele.

“Ela, acariciando seu filho naquele estado falecido, chegou a comentar com a gente: ‘tem uma coisinha aqui na cabeça dele, tem um hematoma aqui na cabeça dele’. Mas a gente não imaginava que seria mesmo alguma coisa. E o rostinho, que começou a aparecer, a gente pensou que seriam veias que estouram, dependendo da causa da morte. A gente não quis alarmar, mas realmente foi visível esse hematoma”, contou Paula.

Ela afirmou, ainda, que as responsáveis pela creche não mencionaram nenhuma queda que justificaria um traumatismo crânio encefálico. Segundo Paula, elas afirmam que Vicente teria mamado e dormido em seguida. E, quando foram trocar a fralda dele, perceberam que ele estava “molinho”.

Devastada x debochada

Ariane Costa contou que Vicente estava na creche há apenas 4 dias. A mãe, Karine, havia acabado de sair da licença-maternidade e retornado ao trabalho.

“Minha prima está devastada. Ela tem um casal de filhos. Nunca um filho vai substituir o outro. E ela era apaixonada. Nesses 5 meses ela se dedicou 24 horas para ele”, disse Ariane.

Ela descreveu o bebê como um menino alegre, que esbanjava felicidade e que estava transbordando saúde. “Ontem mesmo, nos stories dela [mãe], ela postou dois stories dele, a coisa mais linda”, lembrou.

A família do bebê se reuniu na frente do hospital e acabou se encontrando com a proprietária da creche. Diante da revolta, houve um desentendimento e familiares de Vicente afirmam terem sido “zombados” no momento de dor.

Entre as ações em que consideraram terem sido tratados com “deboche”, Ariane citou que, quando a proprietária da creche estava saindo com a família, uma tia de Vicente se exaltou e começou a chamá-los de assassinos.

“Nesse momento, uma senhora, que dizem que é uma das donas, mandou beijo para a minha tia e mandou minha tia se calar”, contou.

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