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Dinheiro e relacionamento: quatro dicas para ser um casal financeiramente saudável

Especialista em educação financeira dá dicas para casais controlarem juntos o dinheiro que ganham e gastam, sem crise
Foto de Laura Nabuco
Laura Nabuco

Meu, seu ou nosso? Na opinião da educadora financeira Daniella Rolim, fundadora da Flap Capital, quando duas pessoas decidem se tornar um casal, não deveria haver “meu dinheiro” ou “seu dinheiro”. Uma filosofia que podem ser fundamental para um relacionamento financeiramente saudável.

O problema é que a maioria dos casais sequer mantém um controle de suas receitas e gastos. É o que revela um estudo da fintech Onze. Segundo os dados, 31% dos casais não têm controle sobre suas finanças. E apenas outros 35% afirmaram gerenciar seus orçamentos em conjunto.

Neste texto, então, reuni 4 dicas de Daniella Rolim para iniciar ou manter um diálogo aberto e prático sobre dinheiro com seu cônjuge.

1. Conheça bem seu orçamento familiar

Um dos primeiros passos para criar uma base financeira sólida em um relacionamento é saber quanto dinheiro entra na conta (ou nas contas) do casal todos os meses. Conhecer a renda total do casal é o que permite estabelecer um orçamento realista.

Para quem gosta, hoje existem várias ferramentas online que facilitam o processo de gerenciamento financeiro para casais. Elas simplificam o acompanhamento das despesas, permitindo que ambos saibam para onde está indo o dinheiro.

2. Tenha uma reserva de emergência

Essa é uma dica que vale para casais e solteiros. Imprevistos podem surgir a qualquer momento e, para que eles não sejam piores ainda, você precisa de uma reserva de emergência.

O ideal é que você alcance um valor seis vezes maior do que a despesa mensal. Mas, mesmo que não chegue a tudo isso, o importante é ter algum dinheiro “intocável”.

3. Conta conjunta ou não?

Neste tópico, Daniella Rolim diz que não existe uma regra de ouro. O que importa é haver uma comunicação aberta e regular entre o casal para garantir que ambos se sintam confortáveis com as decisões sobre dinheiro.

Para quem escolhe uma conta conjunta, a especialista ressalta, inclusive, que é bom manter alguma individualidade financeira. A dica dela, nestes casos, é estabelecer uma “mesada” para cada um. Dessa forma, ambos podem gastar sem ter que justificar cada centavo.

4. Metas conjuntas

Apesar da individualidade ser necessária, Daniella Rolim defende que as metas financeiras sejam definidas em conjunto pelo casal. Isso ajuda, não só ajuda a poupar dinheiro, mas também a fortalecer a relação.

Planejar juntos para realizar sonhos compartilhados pode ser um processo gratificante, que une o casal e cria um propósito financeiro comum. Ou seja, o sucesso financeiro no casamento é um trabalho em equipe.

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