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Após 24 anos, mulher que trabalhou como servente em escola particular recebe R$ 3 mil em acordo trabalhista

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Em maio de 1999 a trabalhadora que atuava como servente em uma escola primária de Tangará da Serra protocolou ação judicial na então Junta de Conciliação e Julgamento da cidade. Após 24 anos, a disputa com a antiga instituição de ensino foi encerrada com acordo durante a Semana Nacional da Execução Trabalhista, realizada de 18 a 22 de setembro.

A trabalhadora foi contratada em novembro de 1998 e prestou serviços no local até março de 1999, quando acabou desligada dos quadros da instituição. Ela buscou a Justiça do Trabalho para receber verbas trabalhistas, como 13º salário proporcional, saldo de salário e saldo de férias.

O acordo, realizado na 1ª Vara do Trabalho de Tangará da Serra, só foi possível com a utilização de ferramentas eletrônicas para pesquisa e localização de bens e patrimônio de devedores trabalhistas. “Eu só soube que os antigos proprietários estavam em outro estado pela pesquisa no Sisbajud. Antes, seria impossível fazer essa pesquisa”, contou o advogado da trabalhadora, Marcelo Freitas.

A escola, que funcionava à época na Avenida Brasil, em Tangará da Serra, encerrou as atividades e os donos foram embora da cidade. “A execução demorou tanto tempo porque foi difícil achar as pessoas. A Pessoa Jurídica deixou de existir, chegamos a pedir a despersonalização da pessoa jurídica, mas sem sucesso. Com as ferramentas de investigação patrimonial, conseguimos finalmente encontrar um bem”, explicou o advogado que assumiu o processo já em curso, uma vez que, quando ele foi ajuizado, o profissional ainda cursava o ensino médio.

Em 24 anos muitos aspectos da vida da trabalhadora mudaram, menos a vontade de solucionar de vez a ação judicial e receber o pagamento a que tinha direito. “Para minha cliente, receber esse valor foi mais do que justiça. O sentimento foi de gratidão. Sou a favor da conciliação porque é a melhor forma de solução. O litígio é desgastante para todos”, afirmou o advogado.

A conciliação também trouxe alívio para as antigas proprietárias da escola, que hoje têm 90 e 75 anos. Segundo a advogada Priscila Mariano, dos 10 processos ajuizados na época, 8 já foram concluídos. “São execuções que estavam pendentes já que na época elas não conseguiram arcar com as despesas”.

Para Priscila, o acordo foi a melhor maneira de solucionar o processo. “O sentimento é de gratidão por ter realizado um trabalho seguro que tranquilizou e levou paz às partes envolvidas. Agora elas conseguem dormir em paz por finalizar esses processos”, destacou.

Com o acordo homologado em 22 de setembro pelo juiz Mauro Vaz Curvo, a trabalhadora vai receber R$3 mil reais em parcela única. Após o pagamento, a dívida será considerada quitada e o processo extinto.

(Com Assessoria)

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