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Música para trabalhar: como essa escolha influencia sua concentração?

Música e emoções: como a escolha certa influencia a concentração
Foto de Laura Nabuco
Laura Nabuco

Quando se fala de música, as preferências são tão diversas quanto as pessoas que a ouvem. Dito isso, dá para acreditar que playlists do tipo “música para estudar” ou “música para trabalhar” vão funcionar para todo mundo?

Srini Pillay, neurocientista e psiquiatra da Universidade de Harvard diz que não. Mas, calma, isso não quer dizer que a música não exerça um impacto real nas emoções humanas, podendo ajudar e atrapalhar a concentração.

Após uma análise de um estudo realizado em 2008, o neurocientista chegou a conclusão que a questão não é tão ligada ao tipo de música, mas ao quanto você a conhece.

“Músicas familiares desempenham um papel fundamental na maximização da concentração. Elas ativam regiões cerebrais responsáveis pelo movimento, proporcionando um foco “corpo inteiro”. Conhecer as músicas nos permitem cantar junto e sentir um ritmo já aprendido, proporcionando a sensação prazerosa de antecipação do que virá a seguir.

Dessa forma, Pillay ressalta que a escolha da música certa para cada indivíduo não se limita a um gênero específico. É a conexão pessoal com a música e o prazer de ouvi-la que desencadeiam os efeitos positivos.

No artigo, o neurocientista compartilha suas próprias preferências: ouve “Lose Yourself”, de Eminem, para liberar a raiva; “Adagio in G Minor”, de Albinoni, quando está triste; e “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana, para extravasar a agitação.

Não, você não deve ouvir até enjoar. No texto, Pillay também fala sobre a curva de prazer auditivo. Estudos revelam que, após um período de exposição à mesma música, o retorno emocional e de concentração diminui. Então, sim, você deve variar a seleção musical para manter o estímulo.

Músicas para controlar o estresse

Quando for montar sua playlist, também esteja atento a como essas músicas fazem você se sentir.

Uma música familiar que proporciona uma emoção positiva, tende a diminuir o estresse, permitindo que o centro de atenção do cérebro funcione de forma mais eficaz. Já músicas que evocam emoções negativas ou instabilidade emocional podem atrapalhar a concentração.

E, sim, esse fenômeno já está relatado em pesquisas. Algumas delas indicam que a música pode afetar emoções e a capacidade de concentração porque são capazes de modular o estresse e os níveis de cortisol no nossos corpos.

Apesar disso, Pillay destaca que você não deve, necessariamente, evitar ouvir músicas que aflorem sentimentos negativos. Na realiadade, é válido permitir-se conectar com as emoções através da música. Isso porque suprimir sentimentos negativos também pode prejudicar sua capacidade de concentração.

Resumindo, quando tiver que montar uma playlist para estudar ou trabalhar, escolha músicas familiares e prazerosas, capazes de estimular o cérebro e proporcionar uma conexão emocional positiva. A música, quando escolhida de forma consciente, pode ajudar a conectar-se com as emoções de maneira saudável, permitindo uma clareza mental maior.

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