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Emprego: Mato Grosso teve mais admitidos do que demitidos em fevereiro

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Caroline Rodrigues

No mês de fevereiro, Mato Grosso teve o saldo positivos de 5.289 vagas de emprego. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e mostram que o Estado registrou 50.449 admissões e 45.160 desligamentos. O saldo positivo vem da diferença entre os números de contratados e demitidos.

Os setores que tiveram os maiores saldos positivos foram: Serviços com 2.868; Construção com 889; Indústria com 676; Comércio com 551; e agropecuária com 305. Ao detalhar mais os números referentes ao saldo é possível constatar que entre os admitidos e demitidos 49,3% são homens e 50,7% mulheres.

Quanto à faixa etária, de 18 a 24 anos, representa 42,8%, seguida pela de até 17 anos (22,8%), de 25 a 29 anos (10,9%), de 30 a 39 anos (10,8%), de 40 a 49 anos (10,2%), 50 a 64 anos (3,3%) e 65 anos ou mais (-0,8%).

Outro dado é que Mato Grosso possui hoje 6,46% de empregos formais ativos a mais que o mesmo período do ano passado, ou seja, 853.622 em fevereiro de 2023 contra 801.839 em fevereiro de 2022.

Com base no saldo atual de 853.622 de empregos formais no Estado, o setor de serviços representa 33,8%, seguido do comércio (27,5%), agropecuária (18%), indústria (15,5%) e construção (5,2%).

Dados de Cuiabá

Já em Cuiabá, foram registradas 10.465 admissões e 9.813 desligamentos, ficando com saldo positivo de 652 vagas preenchidas. Na capital os setores com saldo positivo foram:  Serviços com 279 vagas preenchidas; Construção com 242; Indústria com 100; agropecuária com 17, e comércio com 14.

Segundo o superintendente da CDL Cuiabá e responsável pelo Núcleo de Inteligência de Mercado, Fábio Granja, os números apresentados revelam uma evolução positiva do estado de Mato Grosso em empregos formais quando comparado com fevereiro de 2022.

“Se compararmos os últimos 12 meses, podemos destacar um saldo positivo de 51.783 de novos postos de trabalhos formais criados em Mato Grosso. Trata-se de um número importante, porém precisamos nos atentar que a maior parte do saldo é referente ao profissional do primeiro emprego, já que 65,6% são pessoas com idade até 24 anos. Esse é um fator que precisa ser analisado para compreendermos os reais motivos, já que podem ser vários, dentre eles pode estar a questão salarial, neste caso pode ser um motivo de queda de renda. Outro fator pode ser a necessidade de uso tecnológico, onde a geração Z tem se adaptado melhor, além disso, ainda existe a dificuldade em atrair pessoas com mais experiência devido ao empreendedorismo informal e falta de atratividade salarial”, afirma o superintendente.

(Com informações da Assessoria)

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