Cidades

Investigação aponta funcionários e veículos de prefeitura participando de desmatamento

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Redação

Investigação da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), em conjunto com a Gerência de Operações Especiais (GOE), identificou a prática de desmatamento e queimada ilegais em áreas rurais de Nova Bandeirantes (a 1.026 km de Cuiabá).

O caso foi investigado na operação “Natura Clamat”, deflagrada na última quinta-feira (8). A ação no município, localizado no Norte de Mato Grosso, durou três dias. Conforme a apuração, houve participação de servidores da Prefeitura Municipal, que faziam a abertura de estradas em regiões próximas as fazendas.

Foram encontrados caminhões e máquinas, com a logomarca da Secretaria Municipal de Obras de Nova Bandeirantes, efetuando o desmate e queimada ilegal, bem como identificado que uma das propriedades pertence a um parente do atual prefeito do município.

(Foto: PJC MT)

Ao todo, sete pessoas que faziam a abertura de estradas e criação de loteamento sem autorização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), e sem planejamento legal para a execução do trabalhos, foram conduzidas até a Delegacia de Polícia para esclarecimentos.

Nos interrogatórios, um dos envolvidos, de 20 anos, servidor da Secretaria Municipal de Obras, assumiu a responsabilidade pelo dano ambiental, e afirmou ser o autor da ordem dos trabalhos para abertura de estradas sem a devida autorização legal.

A delegada titular da DEMA, Liliane de Souza Santos Murata Costa, afirmou que, conforme mapas do Sistema de Monitoramento de Desmatamento e Queimadas do Estado, a região faz parte do Bioma Amazônico. Todavia, no último ano a área foi completamente devastada.

(Foto: PJC MT)

O inquérito policial instaurado pela DEMA está em fase final de conclusão, sendo identificados os autores do crime, que serão responsabilizados pelo dano ambiental e pelo ilícito penal, além do crime de responsabilidade e contra a administração pública ambiental do Estado de Mato Grosso.

“O dano causado a flora será valorado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica e encaminhado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente o mais breve possível, para que procedam também as providências administrativas objetivando o combate ao desmatamento e queimada ilegal”, destacou a delegada.

(Foto: PJC MT)

Além do desmatamento também foram realizadas queimadas ilegal, causando a destruição da flora local.

Liliane Murata salientou que não é contra o crescimento regional local. Contudo, o crescimento e desenvolvimento local, quando envolve biomas mato-grossenses, devem ser feitos com autorização do órgão responsável pelo meio ambiente, a fim de minimizar os impactos ambientais e, neste caso, tudo fora feito de forma ilegal e arbitrária, razão que levou a Polícia Civil a investigar o caso e autuar os criminosos.

Nome da operação

A operação denominada “Natura Clamat” é uma expressão em latim que significa a “Natureza Chora”.

(Da Assessoria)

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