O ex-policial civil de Tangará da Serra (239 km de Cuiabá) Wellington Fernandes foi condenado a 16 anos, 3 meses e 29 dias de reclusão pela morte de Pablo Brasil Heidemann, em 2009. Ele enfrentou o Tribunal do Júri na segunda-feira (14) e foi sentenciado por homicídio mediante duas qualificadoras, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Pablo teria ateado fogo na caminhonete, modelo F-250, de propriedade do executor uma semana antes do crime. Naquela ocasião, ele estava acompanhado do amigo, Rafael Taques Alves Quevedo, o “Paraguai”, que em depoimento disse que o incêndio foi provocado “de bobeira” em retaliação as provocações do então policial, que o chamava de traficante.
Conforme a sentença, o réu poderá recorrer em liberdade, desde que submetido ao monitoramento eletrônico.
O dia do crime
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, Wellington Fernandes matou Pablo Heidemann na noite de 6 de dezembro de 2009. No dia do crime, Wellington avistou Pablo no interior da loja de conveniência de um posto da cidade e foi até ele, arremessando em sua direção um copo contendo bebida alcoólica.
A vítima saiu do local e, na sequência, o denunciado sacou uma pistola pertencente à Polícia Civil.
Pablo tentou desarmar Wellington, porém o denunciado conseguiu se desvencilhar da vítima e efetuou um disparo na altura da cintura, fazendo com que a Pablo caísse no chão. Na sequência, com a arma em punho e olhando para as pessoas que o observavam, o denunciado efetuou o segundo disparo que atingiu a cabeça da vítima.
Segundo consta dos autos, a vítima foi socorrida, contudo não resistiu aos ferimentos, vindo a falecer no dia 9 de dezembro de 2009. O sentenciado Wellington Fernandes fugiu e se apresentou dias depois na Corregedoria da Polícia Judiciária Civil, em Cuiabá. O policial foi exonerado da corporação em 2015.
(Da Assessoria)




