Mato Grosso

Governo e Ministério Público devem contestar se passaporte sanitário for vetado

Foto de Reinaldo Fernandes
Reinaldo Fernandes

A implantação do passaporte sanitário em Mato Grosso tende a extrapolar o âmbito de legislação dos deputados estaduais. O governador Mauro Mendes disse que a Assembleia Legislativa “não tem competência sanitária” para decidir sobre o assunto e o procurador-geral do Ministério Público, José Antônio Borges, disse que irá recorrer se a exigência for reprovada. 

Os deputados devem finalizar nesta quarta-feira (5) a votação de um projeto de lei de Janaína Riva (MDB) que veta o comprovante. O tema voltou da virada de ano com maior tensão entre os parlamentares. 

 A intenção da presidência era fechar o trâmite ontem (4), mas um pedido de vista de Lúdio Cabral (PT) segura a votação em segundo turno. 

O projeto original já tem quatro textos substitutivos. E ele poderá voltar para o plenário hoje com novas alterações. A disputa em torno da medida é travada em opositores e favoráveis ao passaporte, com argumentos de “liberdade individual” e “negacionismo”.  

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), diz que deve concluir a polêmica na sessão do fim da tarde e deixar para o Ministério Público contestar ou não a legalidade do que for decidido pelos deputados. 

“Votamos essa semana e liquidamos essa pauta. Aprova ou reprova, mas vai para votação em plenário, e vamos ver qual é a decisão que o Poder Judiciário [incitado pelo MP] vai dar nessa questão”, disse. 

O procurador-geral José Antônio Borges já disse ser contra a proposta que veta a exigência do passaporte. O argumento dele é que o “direito coletivo sobrepõe o direito individual”. 

Ontem, o governador Mauro Mendes afirmou que a Assembleia Legislativa não tem competência em assuntos de saúde pública para decidir se a exigência do documento é ou não viável. Segundo ele, o assunto “está muito politizado”. 

“Esse tema já foi politizado demais para o meu gosto, então temos que parar com essa conversação fiada e fazer aquilo que é melhor. Está comprovado, só não vê quem não quer, que a vacina é que reduziu violentamente o número de mortes e internações no Brasil”, afirmou. 

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Geral

Reaparecimento de tartarugas-cabeçudas na Baía de Guanabara intriga pesquisadores

Fenômeno inédito documentado pelo Projeto Aruanã revela novos hábitos de espécie ameaçada de extinção em águas fluminenses
Geral

Bióloga do Inpa vence maior premiação científica do Brasil em 2026

Com quase 50 anos de dedicação à Amazônia, Maria Teresa Fernandez Piedade recebe o Prêmio Almirante Álvaro Alberto
Economia

Brasil proíbe apostas em política, esportes e reality shows em mercados preditivos

Decisão do CMN entra em vigor em maio e separa “bolsa de previsões” de jogos de azar; apenas temas econômicos seguem liberados
Economia

Imposto de Renda: Veja o que pode e o que não pode ser deduzido na declaração

Enquanto saúde não tem teto de gastos, educação possui limite de R$ 3.561,50 por pessoa; cursos de idiomas ficam de fora
26 de abril de 2026 13:10