Carregando...
Economia

Justiça autoriza recuperação judicial de duas empresas com sede em Várzea Grande

Foto de Redação
Redação

A juíza da 4ª Vara Cível de Várzea Grande, Silvia Renata Anffe Souza, concedeu na última semana, o pedido de recuperação judicial das empresas Universal Química Ltda. e da Excelência Comércio Ltda-ME. Na decisão, a magistrada autorizou ainda a criação de subclasses de credores no plano de pagamento. Com dívidas de aproximadamente R$ 7,5 milhões, o plano de recuperação judicial foi aprovado por 100% dos credores votantes na Assembleia Geral de Credores (AGC).

Com sede em Várzea Grande, as empresas pertencem aos sócios Clóvis Venturin e Valdimeire Conceição Venturim e foram fundadas em 2000 e 2003. A sociedade entre os empresários gera 60 postos diretos de trabalho, além de inúmeros empregos indiretos, e atuam na área de produção e venda de produtos químicos, análise físico-química, caldeira, resfriamento, regenerante e limpeza química.

Em 2010, as empresas entraram para o mercado de tratamento de água potável com atuação na Estação de Tratamento de Água e Esgoto (ETA e ETE), o que possibilitou a abertura de mercado e a expansão territorial das atividades da empresa com comercialização de serviços para 19 estados do país.

Responsável pela recuperação judicial das empresas, o escritório Serafim e Carinhena Advocacia defende que a aprovação do plano de recuperação das empresas preza pela manutenção da atividade econômica do estabelecimento, bem como sua função social e a conservação de postos de trabalho. “São poucas empresas que atuam neste segmento no mercado, principalmente aqui na Baixada Cuiabana. Por isso, acreditamos que a manutenção em plena atividade das empresas é primordial para manter sua função social e para preservação das dezenas de postos de trabalho que elas geram”, argumenta a advogada Hígara Carinhena.

No plano de recuperação judicial, a magistrada referendou ainda a instituição de subclasses, contrariando o pedido de um dos credores que alegou que a criação das subclasses poderia beneficiar um único credor em detrimento dos demais.

“A ressalva não merece amparo, uma vez que a Lei 11.101/2005 não consagra qualquer previsão expressa que proíba a concessão de tratamento diferenciado entre os credores de uma mesma classe na recuperação judicial”, diz trecho do documento.

A juíza acrescenta ainda que o processo de recuperação judicial tem como objetivo a criação de condições para a ampla negociação entre o devedor e o conjunto de credores, e as disposições que constam no plano têm a finalidade de projetar um ambiente negocial que favoreça a recuperação do devedor, com a atuação dos credores através da AGC. “Por meio dessa atribuição conferida aos credores, eles podem prever pagamentos e condições díspares, inclusive criando subclasses”, conclui.

(Com informações da Assessoria)

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

A Propósito

Japonês da Federal é exonerado da Prefeitura de Cuiabá; Veja documento

Prefeitura diz que decisão ocorreu após o ex-agente se casar recentemente.
Geral

Governo de MT vai superar em 8 anos todo o asfalto construído em 271 anos de história

Estado alcançará 7 mil quilômetros de novas rodovias pavimentadas até o fim de 2026. Pivetta destaca fim do isolamento de regiões e segurança para a população.
Geral

Mato Grosso atinge a menor taxa de desemprego do Brasil e se aproxima de 1 milhão de carteiras assinadas

Indicador despencou de 8,2% para apenas 2,2%. Setor de serviços e o agronegócio puxaram o saldo positivo de mais de 31 mil novas vagas formais
Crônicas Policiais

“A melhor polícia do país”: Comandante exalta cerco ao crime organizado e novo efetivo em MT

Prestes a completar 191 anos, corporação vive fase de renovação. Coronel avaliou apoio da gestão Pivetta e garantiu segurança da área urbana à zona rural