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Endividamento em alta e inadimplência em queda: como anda a vida financeira dos cuiabanos?

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Redação

Os cuiabanos estão mais endividados, mas menos inadimplentes. É o que aponta a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

De acordo com os dados, os resultados da Capital são semelhantes à da média nacional e, conforme a análise do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio em Mato Grosso (IPF-MT), já eram esperados, pois seguem esta tendência há dois anos.

Conforme dados de setembro do ano passado, 70,2% das famílias em Cuiabá possuíam dívidas parceladas (cartão de crédito, carnês, empréstimos e financiamentos). Este percentual subiu para 75,5% em setembro de 2021.

Mas se de um lado os cuiabanos têm mais contas para pagar, de outro, parecem estar mais organizados em relação ao controle de despesas. A inadimplência caiu de 37,5% para 33% no mesmo período analisado.

Também reduziu de 14,3% para 8,3% percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar as dívidas que estão em atraso. 

No país, 74% dos brasileiros têm contas parceladas. Desse total, 25,5% possuem contas em atraso e 10,3% disseram que não terão condições de pagá-las.

Presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior afirma os números do estudo “Onde Investir em Mato Grosso”, lançado em agosto, ajudam a explicar o resultado atual da pesquisa.

“A queda da inadimplência na Capital, com certeza, reflete no Estado de Mato Grosso, pois estamos vivendo um bom momento da economia local. O setor do agro ajuda a impulsionar as demais cadeias produtivas, facilitando o acesso ao crédito e, inclusive, aumentando as vendas no varejo”.

Principais tipos de dívidas

O uso do cartão de crédito ainda é o principal tipo de dívida das famílias em Cuiabá. O percentual de pessoas que têm contas parceladas dessa forma subiu de 72,8% em agosto para 75,2% em setembro. No mesmo período do ano passado, era 69%.

Em seguida parecem os boletos. O parcelamento desse modo aumentou 1,5 ponto percentual e atinge 35% das famílias na Capital. Houve queda no comparativo anual, quando representava 37,1%.

Com relação à parcela da renda comprometida com dívida, a pesquisa atual registra que as famílias têm 25,4% da renda familiar vinculada às contas. O percentual cresceu em relação ao mesmo período do ano passado, quando era de 23,2%.

(Com Assessoria)

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