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Covid-19: Hospitais particulares fecham PA ou operam com lotação máxima

câncer de próstata
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Reinaldo Fernandes

Dois hospitais particulares em Cuiabá fecharam as unidades de pronto atendimento (PA) por saturação dos leitos de enfermaria e Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para pacientes da covid-19. Outros três hospitais estão com a taxa de ocupação na casa 95%.

A informação foi confirmada ao LIVRE pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Mato Grosso (Sindssmat).  

O Hospital São Judas Tadeu anunciou nessa terça-feira (16) a suspensão de atendimento no PA por causa da lotação máxima e por medida preventiva de controle dos pacientes internados. 

Mas o Complexo Hospitalar de Cuiabá – antigo Hospital Jardim Cuiabá – foi primeiro a fechar o posto. A decisão foi tomada no fim da semana passada e anunciada ainda no sábado (13).

Esses hospitais passam pelo remanejamento de leitos para tentar ampliar o atendimento. E avaliam que a suspensão do serviço de porta de entrada fique paralisado por curto tempo, mas não há previsão de data. 

No caso do Complexo Hospitalar, o pronto atendimento foi reaberto na manhã desta quarta-feira (17).

A Unimed Cuiabá anunciou abertura de 10 novos leitos no fim de semana e todos já estão ocupados. Conforme a assessoria de imprensa, atendimentos continuam sendo feitos e pacientes estão sendo colocados em observação, em classificação de acordo com o quadro de saúde. 

A mesma situação ocorre no Hospital São Mateus. A ocupação da UTI atingiu 100%, mas a direção mantém o pronto atendimento aberto. A informação oficial é que os pacientes que chegam estão sendo atendidos por médicos clínico-gerais, neurologistas e ortopedistas.  

Os que precisam de internação entram em uma fila de espera ou são remanejados para outros hospitais.

O Hospital Santa Rosa também mantém o PA aberto na manhã desta quarta-feira. A direção não tinha informação atualizada sobre a disponibilidade de leitos até o fechamento desta matéria. 

Mais tempo de internação

“Os hospitais privados estão vivendo a pior situação da pandemia até o momento. Em julho do ano passado, os picos de contágios ocorriam em momentos diferentes pelo país. Agora, está acontecendo tudo ao mesmo tempo e não há como transferir pacientes para outros Estados”, disse a presidente do Sindissmat, Patrícia West. 

Outro fator apontado pela médica é o contágio entre pessoas fora do grupo dos mais vulneráveis. Jovens sem comorbidade – doença anterior que baixa a resistência do organismo ao novo coronavírus – são cada vez mais presentes entre os pacientes. 

Apesar de essas pessoas serem mais resistente ao ataque do vírus, elas continuam mais tempo internadas, o que implica leitos ocupados acima da média registrada na primeira onda. 

“Se considerado a internação na UTI e a fase recuperação depois da saída, observamos que os pacientes agora estão ficando mais de 30 dias internados. Nós temos mais condições de tratar melhor os pacientes, mas eles estão ficando mais tempo no hospital”, disse. 

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