A tradicional pizzaria Dom Sebastião, localizada no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá, entrou em recuperação judicial. As dívidas acumuladas são avaliadas em R$ 6,2 milhões. A intimação dos credores foi publicada na segunda-feira (8), no Diário da Justiça.
A autorização para a recuperação judicial foi dada pela juíza da 1ª Vara Cível de Cuiabá, Anglizey Solivan de Oliveira.
Trata-se de um processo que serve para evitar que uma empresa em dificuldade financeira feche as portas definitivamente. A empresa endividada consegue um prazo para continuar operando, enquanto negocia com seus credores, sob mediação da Justiça.
Agora, o grupo Dom Sebastião tem 60 dias para apresentar um plano de recuperação que contemple todos aqueles que têm dinheiro a receber.
Pelo período de seis meses, todas as ações de execução fiscal, que são dívidas cobradas perante o poder Judiciário, deverão permanecer suspensas.

O Restaurante e Pizzaria Dom Sebastião foi inaugurado em outubro de 2007. No ano seguinte, o grupo empresarial iniciou uma nova unidade em Várzea Grande, com o nome de “Clube da Pizza”.
Em 2016, em parceria com a Cervejaria Louvada, desenvolveu um rótulo exclusivo, com a marca da casa. Tornou-se, então, o primeiro restaurante em Cuiabá a ter uma cerveja própria, sendo produzidas 20 mil garrafas.
Após investimentos maciços para construir unidades no Shopping Estação e Pantanal Shopping, o grupo informou a Justiça, entretanto, que a receita foi drasticamente afetada pela pandemia da covid-19.
De março a setembro de 2020, os shoppings centers permaneceram fechados por conta das medidas restritivas contra a disseminação do novo coronavírus, o que impactou negativamente nos lucros.
“Mesmo com a abertura dos shoppings por volta do mês de setembro/2020, nem de longe o movimento de pessoas e financeiro ficou como antes. Ainda que a alimentação tenha sido considerada como ‘essencial’ nos decretos municipais e estaduais, que tratam acerca do fechamento/limitação do comércio, o índice de faturamento de todo o Grupo foi fatalmente fragilizado. As vendas pela internet, mediante aplicativos, ainda que consideráveis, não conseguem acompanhar as despesas fixas que o grupo possui”, diz um dos trechos da petição.






