18 de abril de 2026 10:48
Cidades

Em ação contra Consórcio VLT, Governo de MT pede R$ 830 milhões de ressarcimento e danos morais

Foto de Redação
Redação

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) pediu ressarcimento e indenização no valor total de R$ 830 milhões contra as cinco empresas do Consórcio VLT: CR Almeida, CAF Brasil, Santa Bárbara Construções, Magna Engenharia e Astep Engenharia. 

A ação foi protocolada nessa segunda-feira (21) no Fórum de Cuiabá. A PGE pede R$ 676,8 milhões em danos materiais por pagamentos ao Consórcio para a obra que nunca foi entregue; R$ 147,7 milhões por danos morais coletivos; e recomposição de R$ 6,4 milhões gastos pelo Estado na contratação de consultoria para avaliar a implantação do modal. 

Além disso, que o consórcio arque com taxas, juros e multas dos contratos de financiamento feitos para custear a obra. 

A Procuradoria também requereu que o Consórcio fique responsável pela guarda e manutenção dos vagões, retirando-os do local, bem como em vendê-los, depositando em conta judicial os valores obtidos com a venda. 

Na ação, a PGE argumenta pela condenação com narração da situação da obra do VLT em Cuiabá e Várzea Grande. Atualmente, o contrato entre o Estado e o consórcio está rescindido, decisão que foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

A PGE disse que a culpa pela rescisão do contrato com o Consórcio VLT foi exclusiva do próprio consórcio, pois o grupo de empresas fez “promessa e pagamento de vantagem indevida a agentes públicos, além de subcontratação irregular e cumprimento irregular das cláusulas contratuais”. 

“De fato, após sagrar-se vencedor da licitação (em maio de 2012), o Consórcio VLT Cuiabá – Várzea Grande protocolizou ofício, postulando ‘correções e inclusões na minuta de contrato’, ‘com o objetivo de viabilizar a assinatura do contrato’. Não obstante a postulação traga mais de 30 alterações nas cláusulas do contrato a ser assinado, o expediente foi recebido em julho de 2012 pela assessoria jurídica da SECOPA [extinta Secretaria da Copa do Mundo], que o analisou no mesmo dia, emitindo o parecer  homologado pelo secretário Maurício Souza Guimarães também na mesma data, com celeridade certamente incomum na Administração Pública”. 

Desta forma, conforme a Lei de Licitações e a Lei de Improbidade, a PGE argumentou que o Governo de Mato Grosso tem “o direito de se ressarcir integralmente dos prejuízos experimentados”. 

Como o Governo de Mato Grosso decidiu pela substituição do modal VLT pelo BRT, após estudos técnicos que atestaram a total inviabilidade do Veículo Leve Sobre Trilhas, a PGE registrou que tem direito a “satisfação das perdas e danos”, pois o objeto contratado se tornou inútil justamente pela demora e descumprimento do contrato. 

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Economia

ORIENTAÇÃO FISCAL IR 2026: Saiba como escolher entre o modelo simplificado e o completo para pagar menos

Decisão entre desconto padrão de 20% ou deduções legais depende do volume de gastos com saúde e educação; especialistas recomendam testar ambas as opções no programa da Receita
Justiça

SUPREMO TRIBUNAL Unanimidade: STF derruba lei de Santa Catarina que proibia cotas raciais

Com placar de 10 a 0, ministros reafirmam a constitucionalidade de ações afirmativas baseadas em critérios étnico-raciais; lei estadual tentava limitar reserva de vagas a critérios econômicos e sociais
Geral

Parque Linear da Avenida do CPA chega à reta final; veja o status das obras do BRT

Além do novo espaço de lazer na Capital, frentes de serviço avançam no Morro da Luz, Shopping Popular e na conexão com o Aeroporto em Várzea Grande
Geral

Ação conjunta entre bombeiros e brigada evita incêndio de grandes proporções em algodoeira

Chamas atingiram cerca de 40 fardos de caroço de algodão no Distrito Industrial de Campo Novo do Parecis; maquinário pesado foi usado para isolar o material