DestaquesJudiciárioMato GrossoSeleção dos Editores

Servidores de VG e Rondonópolis foram os que mais receberam auxílio emergencial indevidamente

Foto de Redação
Redação

Das 131 cidades de Mato Grosso que possuem servidores públicos que receberam indevidamente o auxílio emergencial durante a pandemia, Várzea Grande (região metropolitana) é a campeã. 

Na cidade, 658 funcionários públicos foram beneficiados, o que equivale a um montante de R$ 1,116 milhão.

Mas se o volume de dinheiro e não de beneficiários for considerado, o topo da lista fica com Rondonópolis (220 km de Cuiabá). Juntos, os servidores públicos de lá receberam R$ 1,143 milhão.

Os dados são de um levantamento realizado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) que identificou o pagamento irregular a 5.943 servidores públicos municipais espalhados por todo o Estado.

Das 141 prefeituras mato-grossenses, apenas uma – Poconé (100 km de Cuiabá) – não enviou dados referentes ao assunto ao TCE-MT. E do total que prestou contas ao Tribunal, só 10 não tiveram casos de pagamentos irregulares.

A estimativa do TCE-MT é que R$ 11,6 milhões podem ter sido pagos indevidamente só em Mato Grosso. 

Pagamento automático

Dos quase 6 mil servidores públicos beneficiados indevidamente em Mato Grosso, 79% receberam apenas uma cota: R$ 600. Outros 21% receberam duas, os R$ 1,2 mil que a União pagou para mulheres provedoras de suas famílias.

Pela regra, o simples fato de a pessoa ser servidora pública já a impedia de receber o benefício – pago pelo governo federal para famílias de baixa renda e que ficaram em situação de vulnerabilidade por conta do isolamento social necessário para conter a pandemia.

Apesar disso, segundo o TCE-MT, quase 58% dos servidores públicos municipais de Mato Grosso devem ter sido beneficiados de forma automática pelo governo federal.

É que 40,2% deles estão inscritos no Cadastro Único e 13,3% no Bolsa Família. Os dois programas foram usados como base pela União para definir quem teria direito ao benefício.

Notificação e devolução

O levantamento se transformou em um processo dentro do TCE-MT relatado pelo conselheiro Guilherme Maluf que, seguindo o entendimento do Ministério Público de Contas, determinou a notificação dos prefeitos dessas cidades.

Eles terão que adotar medidas para confirmar esses recebimentos indevidos e, se for o caso, para que o dinheiro seja devolvido aos cofres da União. Também não estão descartadas penalidades aos servidores públicos beneficiados indevidamente.

Maluf também ordenou, entretanto, que os prefeitos emitam alertas para os funcionários públicos informando as regras para o pagamento do auxílio e, principalmente, que a declaração de informações falsas para ser beneficiado pode caracterizar os crimes de falsidade ideológica e estelionato.

(Com Assessoria)

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Crônicas Policiais

Jovem é preso em Tesouro após investir seguro-desemprego na compra de drogas

Suspeito de 21 anos foi flagrado pilotando deitado em moto na MT-110; PM apreendeu mais de 150 porções de entorpecentes
Crônicas Policiais

Ex-sogro é preso após atirar contra jovem que buscava o filho em Santo Antônio

Suspeito de 50 anos foi detido pela PM durante a Operação Tiradentes; revólver calibre .38 foi apreendido na zona rural
Geral

Integração entre Bombeiros e Samu dobra número de equipes de resgate na Baixada Cuiabana

Parceria elevou de 12 para 25 as frentes de atendimento; tempo médio de resposta caiu para 17 minutos em 2026
Geral

Campanha no Cristo Rei coleta 16 bolsas de sangue em manhã de mobilização

Unidade Davi Franco de Almeida abriu as portas no sábado para facilitar o acesso de voluntários; ação teve parceria com o MT Hemocentro
22 de abril de 2026 13:47