CidadesComportamentoConsumoDestaquesEspecialMato GrossoNegóciosSeleção dos Editores

Viagens de curta distância: perfil do turista em MT mudou na pandemia

Foto de André Souza
André Souza

Economia, medo de se expor à covid-19… Esses e outros fatores mudaram o perfil do turista em Mato Grosso. Os destinos de lazer é que estão em alta, a exemplo de Chapada dos Guimarães, Manso e Nobres. Nesses lugares, a ocupação – mesmo durante a semana – tem sido excelente para o setor.

E quem opta por viajar, agora faz viagens de curtas distâncias – até 300 km – e de carro.

“É o/a chefe de família, o casal de namorados que viajam de carro para destinos perto de onde moram”, explica Jack Abouddi, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Mato Grosso (ABIH-MT).

E embora alguns destinos estejam se saindo bem, a mudança no perfil do viajante trouxe, sim, impacto nas contas. Ainda colhendo os frutos do fim da temporada de 2019, os hotéis de Mato Grosso chegaram a ter 60% de lotação. Agora, o percentual chega a 40%, enquanto o setor esperar chegar a até 45% em dezembro.

“É muito abaixo do que tínhamos, mas é o que temos para hoje. Estamos trabalhando com essa ocupação. Todos os hotéis fizeram os ajustes necessários. Acredito que vamos voltar aos patamares no segundo semestre de 2021”, comenta Abouddi.

Outros ventos

Mas o vento parece estar mudando. O tom para 2021 é de “otimismo com responsabilidade”. A rede hoteleira em Mato Grosso já tem eventos programados para dezembro, janeiro e fevereiro. “A esperança é que não haja uma segunda onda [de covid-19] e tenhamos que passar por tudo de novo”.

O “tudo de novo” a que o presidente da ABIH se refere são aos seis meses que o setor ficou fechado e com receita zero. Estima-se que 3 mil pessoas ligadas ao setor tenham perdido o emprego durante a pandemia e que 40 empreendimentos fecharam as portas e ainda não reabriram.

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o setor está saindo do “fundo do poço”. Em setembro, o faturamento do setor cresceu 28%, em comparação com agosto, e atingiu R$ 12,8 bilhões – o melhor mês desde o início do surto de covid-19, em março.

“O setor já está recontratando o que havia demitido. Por isso, não esperamos ter que daqui dois, três meses ter que demitir todo mundo de novo”.

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Crônicas Policiais

Motorista de ônibus escolar é preso em flagrante por abusar de aluna de 10 anos em MT

Suspeito de 60 anos foi detido dentro do próprio veículo em Novo São Joaquim; vítima era atraída com o pretexto de ajudar a abrir porteiras
Geral

Bombeiros combatem incêndio que destruiu carro e moto em Pontes e Lacerda

Fogo foi controlado com 2,5 mil litros de água na madrugada desta quinta (23); morador relatou ter ouvido forte explosão
Geral

Sem novas interdições: Obras do BRT avançam em cinco frentes na próxima semana

Cronograma em Cuiabá e Várzea Grande foca em drenagem, concretagem e asfalto especial sem bloquear vias principais
Crônicas Policiais

Polícia prende enfermeira que se passava por “Dra.” nas redes sociais para atrair pacientes

Proprietária de clínica de estética é suspeita de exercício ilegal da medicina e comercialização de remédios sem registro na Anvisa
25 de abril de 2026 06:51