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Pantanal em chamas: queimadas estão fora de controle em Cáceres

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Redação

Os incêndios já consumiram fazendas, reservas florestais e fizeram uma vítima fatal em Cáceres (220 km a Oeste de Cuiabá). O prefeito da cidade, Francis Mari Cruz, explica que o Exército, o Corpo de Bombeiros, brigadistas contratados e os recursos do município estão sendo empregados no combate, mas mostraram-se insuficientes.

“Apenas Deus e uma chuva podem controlar o fogo. Ele se propaga rapidamente e ainda tem o vento, que muda a direção das chamas e carrega as fagulhas para pontos ainda não atingidos. Elas chegam a transpor o leito do rio e atingir a margem oposta,como aconteceu na fazenda de Santo Antônio das Lendas”, argumenta.

Na noite passada, as escadarias do ponto turístico Dolina Águas Milagrosas, um dos mais visitados do município, foram destruídas. E, segundo o prefeito, ainda não há controle do foco porque se trata de uma região de serra. Sendo assim, apenas aeronaves conseguem minimizar o problema.

Os brigadistas, tratores ou caminhões não podem entrar na região e sequer ter o minimo de condições de segurança para agir.

Na quarta-feira (9), o zootecnista Luciano da Silva Beijo, de 36 anos, morreu enquanto tentava conter as chamas. Ele estava com outros funcionários da fazenda onde trabalhava. Conforme o relato de testemunhas, o fogo mudou a direção e o grupo tentou fugir correndo. Luciano teria tropeçado e acabou queimado.

Segundo Cruz, a cidade ficou muito consternada com a situação porque o zootecnista era muito querido e teve um morte trágica.

Fogo sem fronteiras

O descontrole dos incêndios ultrapassou a fronteira e atingiu a Bolívia. O prefeito Francis conta que teve uma reunião com o prefeito de San Matías na semana passada, mas não houve muitas ações a serem acrescentadas ao que está sendo feito.

Tanto do lado de Mato Grosso como do país vizinho, o poder público está fazendo o possível, afirma Cruz.

Ele ressalta ainda que os incêndios são iniciados de forma criminosa e nem mesmo a entrada da cidade escapou desse tipo de ação.

“Um dos primeiros focos foi na Baía das Éguas. Não tem como haver fogo natural em um local tomado pela água. O fato é que foi se alastrando. Nunca vi algo parecido aqui na região”, desabafa.

Fumaça para todos os lados

O sistema de saúde da cidade também está recebendo muita demanda por conta da fumaça, que formou uma espécie de serração em toda a cidade. O ambiente favorece o aparecimento de todo tipo de doenças pulmonares.

Pacientes de Cáceres e imediações lotam as unidades de saúde, que sequer se restabeleceram da pandemia do covid, que ainda está em curso.

 

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