18 de abril de 2026 01:58
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Crianças estão deixando de ser vacinadas durante a pandemia de coronavírus

Foto de Agência Brasil
Agência Brasil

Na avaliação de 73% dos pediatras brasileiros, as crianças estão deixando de ser vacinadas durante a pandemia de coronavírus. O dado faz parte da pesquisa divulgada nesta quarta-feira (19) pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Foram ouvidos por formulário online 1.525 médicos de todos os Estados.

Segundo a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, muitas crianças não têm sido vacinadas por falta de informação das famílias e medo de contaminação pelo novo coronavírus.

“Não queremos que doenças que já estão erradicadas ou diminuíram muito voltem a nos assustar”, enfatizou sobre a importância do cumprimento do calendário vacinal mesmo durante o período de quarentena.

De acordo com a pesquisa, 70% dos médicos dizem que as famílias têm medo de se contaminar ou infectar as crianças em consultas presenciais.

Nesse sentido, 82% dos médicos relataram um aumento dos atendimentos por telefone, aplicativos de mensagem e outras formas de comunicação à distância.

Alterações no comportamento

A pesquisa também abordou a percepção desses médicos sobre o comportamento das crianças durante o período de isolamento social. Pelo menos 88% deles notaram alguma alteração.

Em 75% das situações, os profissionais notaram mudanças de humor.

“[O isolamento social] Foi prejudicial não só para a maior irritabilidade, perda de atenção, como maior tempo de tela, em frente aos computadores, celulares, como maior número de obesidade das crianças”, explica Luciana.

Como forma de minimizar esses problemas, a presidente da SBP diz que os pediatras devem orientar às famílias sobre como envolver as crianças nas atividades domésticas, fazer atividade física e estimular comportamentos que visem o desenvolvimento.

Exames no pré-natal

Em relação aos ginecologistas e obstetras, mais da metade (52%) perceberam um atraso das gestantes em fazer os exames no pré-natal e 46% disseram que as mulheres tiveram dificuldade em fazer os exames.

Além disso, 8% firmaram que as pacientes simplesmente deixaram de fazer os procedimentos.

Para o presidente da Febrasgo, César Fernandes, isso é preocupante e pode atrapalhar tratamentos necessários aos bebês.

“A sífilis congênita é um mal que nós praticamente não considerávamos há uma década. Aumentou o número de sífilis congênita no Brasil de forma vergonhosa, mais de 1.000% do início dos anos 2000 para agora. E você tem que fazer o diagnóstico antes de 14 semanas de gestação para efetuar um tratamento apropriado”, exemplificou sobre a necessidade dos exames no período pré-natal.

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