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Quase 100 mil mato-grossenses ficaram sem remuneração em maio, diz IBGE

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André Souza

Que as medidas de isolamento social impactariam a geração de emprego e até a manutenção de vagas no mercado de trabalho, todos sabiam. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta semana, no entanto, apontou o tamanho do problema. Só em Mato Grosso, quase 100 mil trabalhadores ficaram sem renda em maio.

Os dados são os primeiros resultados Pnad Covid-19, um levantamento feito pelo instituto em todo o Brasil. Em Mato Grosso, cinco mil domicílios em 97 cidades estão sendo monitorados.

A ideia é traçar um panorama dos impactos econômicos da pandemia.

Ao todo, 84 mil profissionais foram afastados do trabalho em Mato Grosso e, por isso, deixaram de receber o salário. Outros 123 mil também deixaram os postos, mas continuaram sendo remunerados.

A pesquisa ainda revela outra realidade: a dos trabalhadores informais. Segundo os dados, do total de pessoas ocupadas, 527 mil estão na informalidade. Isso representa 34,4% de todos o trabalhadores no Estado.

Em maio, o IBGE estima que 1,5 milhão de pessoas estavam ocupadas em Mato Grosso, embora 2,7 milhões estivessem em idade para trabalhar (14 anos ou mais de idade). Isso significa que apenas pouco mais da metade (55,5%) estava trabalhando no mês passado.

A pandemia de covid-19 impactou também quem estava à procura de emprego. Em maio, cerca de 168 mil mato-grossenses não conseguiram uma vaga. A falta de oportunidade nas regiões pesquisadas também é apontada como hipótese para o fenômeno.

Ainda de acordo com o levantamento, quase 40% do total de domicílios em Mato Grosso recebem o auxílio emergencial pago pelo governo federal.

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26 de abril de 2026 18:01