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Um brasileiro pode ser salvo a cada quatro minutos com isolamento, estima estudo

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André Souza

O isolamento social – e eficácia dele – tem sido um dos assuntos mais debatidos na pandemia. Efetivamente, ele salva vidas? Tentando responder essa pergunta os pesquisadores do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) estimaram quantas vidas podem ser salvas com o distanciamento.

O estudo é coordenado pelos professores Paulo José da Silva e Claudia Sagastizábal com a colaboração de Tiago Pereira e Alexandre Delbem.

A ideia deles era identificar tendências na evolução da taxa de propagação do vírus e a consequente aceleração ou desaceleração da epidemia.

Os cálculos são feitos com base nos dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Considerando a subnotficação, os pesquisadores estimam 12 infectados a cada caso confirmado pelo governo federal.

Segundo o estudo, um brasileiro pode ser salvo a cada quatro minutos.

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Considerando as regiões do país e as particularidades do avanço da doença em cada uma delas, a região Centro-Oeste tem o pior desempenho. De acordo com o levantamento, seriam necessários 296.5 minutos para salvar uma vida.

Nas outras regiões o tempo é diferente: são 2 minutos no Norte, 2.7 na região Nordeste, 1.4 no Sudeste e 91.6 no Sul.

Número de vidas salvas por dia

O estudo também estima o número de vidas salvas com o cumprimento das medidas de isolamento social. No Brasil podem ser salvas 20.027 vidas entre domingo (24) e 1º de junho. Os dados são atualizados diariamente.

(Foto: Reprodução)

No Centro-Oeste, região com os piores números, 60 vidas podem ser salvas na próxima semana.

“O distanciamento social parece ter sido efetivo quando consideramos o Brasil inteiro, mas começa a perder força lentamente, uma pena. Essa é uma tendência leve no Sudeste, que concentra a maior parte dos casos, e também no Centro-Oeste e Sul, que perderam boa parte do ganho obtido anteriormente”.

Segundo os pesquisadores, o cumprimento do isolamento parece ser mais efetivo no Norte e Nordeste. [Essas regiões] “parecem ter entendido a dimensão do problema e passaram a adotar um distanciamento mais efetivo”.

Na plataforma que computa os dados, os pesquisadores finalizam: “Vamos ficar em casa, vamos salvar vidas”.

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