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“Se economia permanecer parada, vai ser uma quebradeira total”, avalia governador sobre cenário de pandemia

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Vinicius Bruno

O governador Mauro Mendes (DEM) está convicto de que se a economia continuar paralisada pelas próximas semanas, haverá um cenário catastrófico em Mato Grosso. O democrata pondera que não se deve ir aos extremos, seja de fechar tudo ou abrir tudo, mas que a retomada precisa acontecer de forma gradativa e segura.

Na última quinta-feira (16), durante live, no Intagram, em conjunto com o presidente da OAB-MT, Leonardo Campos, Mauro avaliou que o momento ainda é de muitas incertezas.

“Absolutamente ninguém consegue prever com clareza e precisão como vai se comportar esse vírus no país, mas sabemos que o pico da pandemia será somente daqui uns 45 dias por aqui”, pondera.

O governador aponta que o problema está na forma como o vírus tem se proliferado em Mato Grosso, e que quando alcançar o pico de contágio, esta situação deverá permanecer por algumas semanas.

“Infelizmente não está sendo igual um pico de montanha, que sobe uma curva de contágio e depois disso volta da descer. Temos observado que esse pico permanece por algumas semanas”.

Saúde determinará economia

Mauro avalia que o cenário da saúde pública é que irá determinar como será a economia depois da pandemia.

Para tentar garantir o máximo de apoio possível à população, Mauro afirma que Mato Grosso terá dentro de 15 dias, pelo menos mil leitos – entre UTI e enfermaria – para atender possíveis pacientes com covid-19.

Apesar disso, o governador demonstra que não está nenhum pouco otimista em relação ao tempo em que a sociedade terá que conviver com a pandemia, e estima que são pelo menos de 3 a 4 meses pela frente.

“Como será se ficarmos parados por quatro meses? Vai ser uma quebradeira total”, diz Mauro Mendes que diz acreditar na possibilidade de retomada da economia de forma segura se forem adotadas todas as medidas de higiene e distanciamento.

Voltar ao trabalho

Apesar de flutuar entre a defesa do isolamento social e o retorno da atividade econômica, Mauro afirma que “não pode, neste momento, defender que as pessoas voltem à normalidade”.

Contudo, dentro do possível, aqueles que precisam trabalhar devem, segundo o governador, adotar as medidas de higiene – como usar álcool em gel 70% e lavar bem as mãos com água e sabão.

Mauro reforçou o uso de máscaras e a campanha “eu cuido de você e você cuida de mim. “Estamos apostando muito nisso, e se puder, fique em casa. A população pode colaborar adotando essas medidas”.

Tanto a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) quanto a Federação do Comércio (Fecomércio-MT) defendem que haja flexibilização da atividade econômica. As federações inclusive já criaram até cartilhas e orientações para os empresários como lidar com essa crise provocada pela pandemia.

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24 de abril de 2026 17:00