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Coronavírus: senador apresenta PEC para levar eleições municipais para 2022

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Vinicius Bruno

O senador Wellington Fagundes (PL) apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nesta quinta-feira (26) para transferir as eleições municipais para 2022. Fagundes sugere que haja coincidência das eleições municipais com as eleições gerais. A justificativa é por conta do atual cenário de crise em razão da pandemia do coronavírus.

“Não é momento de vaidades, e nem de pensar em campanha eleitoral. Temos que concentrar esforços em todos os aspectos, e a principal preocupação deve ser salvar vidas”, disse o senador durante coletiva de imprensa por videoconferência na tarde desta quinta-feira.

Wellington defende ainda que a eleição suplementar ao Senado possa ocorrer depois que passar o pico da crise de contaminação pelo coronavírus – que tem sido prevista para dentro dos próximos 60 dias -, mas pondera que a falta de um senador por Mato Grosso não causa prejuízos à democracia e nem a representatividade do estado.

“Vai caber à mesa diretora decidir como vai ficar, se afasta de vez a senadora Selma, ou se convoca o 3º colocado. Tem muito senador que pede licença de 90 dias e o 1º suplente nem assume. É muito difícil ter uma votação com quórum de 100% no Senado”, argumenta.

O parlamentar enfatiza que não tem urgência para votar sua proposta de PEC, mas para que ela possa ter efeito, deve ser votada até setembro deste ano, antes das eleições municipais.

Medidas de prevenção

Wellington avalia que as medidas de prevenção – como o isolamento – devem ser mantidos, mas que não pode ocorrer o desabastecimento da população.

Neste sentido, o senador aponta que os governos devem se organizar e utilizar os recursos disponíveis para auxiliar na saúde, os trabalhadores e as empresas.

“O Congresso deu liberdade para não ter teto dos gastos. Ontem votamos permitindo que o governo federal, governo dos estados e dos municípios possam usar recursos dos convênios para a saúde”, relata.

Sem impeachment

O senador também avalia que não é momento para se pensar em impeachment do presidente da República, como tem sugerido parte da oposição, e muito menos afastamento do ministro da saúde.

“Já participei de dois impeachments, do ex-presidente Fernando Collor de Melo e da ex-presidente Dilma Rousseff. São processos demorados e traumáticos. Agora é hora de buscar diálogo. Temos um presidente muito contundente, mas ele precisa se moderar”, defende Wellington.

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