Cidades

Cuiabana falta a audiência e tem prisão decretada em São Paulo

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Livre

Arquivo Pessoal

hívena del pintor

A estudante cuiabana acusada de atropelar dois garis e matar um deles em uma das principais avenidas paulistas na madrugada de 16 de junho de 2015, teve a prisão decretada pela Justiça de São Paulo.

Ela não compareceu à audiência realizada nessa terça-feira (6). O Ministério Público pediu a prisão da estudante, acatada pela juíza Sonia Nazaré Fernandes Fraga. Segundo a promotoria, “a acusada tinha plena ciência da investigação em andamento, estava representada por advogados que também acompanharam toda a investigação e não manteve qualquer informação atualizada sobre seu endereço no presente feito, o que inviabiliza a sua citação pessoal até o momento”.

O MP declarou ainda que os advogados foram intimados e nada informaram sobre o paradeiro de Hívena. “Os fatos praticados são graves, tiraram a vida de um trabalhador e causaram comoção nacional, de forma que nada justifica a postura omissa da acusada e que está a impedir a aplicação da lei penal; desta forma, presentes os requisitos legais, requer-se desde logo a decretação da sua prisão preventiva, em especial para garantir a aplicação da lei penal”.

A promotora pediu ainda que fosse acionado o Núcleo de Investigação para descobrir o endereço dela e da testemunha Ana Alvarez, que também não foi localizada.

A juíza concordou e ressaltou a repercussão social acerca da gravidade do fato que ganhou o noticiário de todo o país. Afinal, Hívena teria fugido sem prestar socorro. Foi por meio de uma denúncia anônima sobre o carro que aparecia nas imagens, que a polícia chegou até ela. À época, Hívena teria dito que sofreu uma tentativa de assalto depois de sair de uma festa.. Ao fugir, teria atropelado “algo” ou “alguém”.  Ela atropelou e matou o gari Alceu Ferraz e feriu José João da Silva que trabalhavam na avenida São João no momento do acidente.  

“Longo tempo se percorreu até se chegasse à identificação de pessoa suspeita, ora ré. Segundo verifico, em tese, teria ela acionado a rede policial (190), fornecendo falsas informações acerca de acidente que envolvesse seu veículo. Teria assim agido para eventual justificativa futura sobre os danos em seu veículo”, ressaltou a juíza.

“Esse possível perfil de quem procura a qualquer custo se desvencilhar da aplicação à lei penal persiste diante de inequívoco comportamento uma vez que a ré foi qualificada nos autos de investigação policial. (…) Portanto, quebrou com o dever de comunicar nos autos qualquer alteração de seu endereço”, disse ao decretar a prisão da estudante.

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