15 de abril de 2026 18:47
BrasilCidadesConsumoNegócios

Trabalho escravo: Chapada dos Guimarães é a sexta colocada no ranking de 2019

Foto de Redação
Redação

Chapada dos Guimarães, localizada a 60 quilômetros de Cuiabá, é o sexto município do país onde mais pessoas foram encontradas em situação de trabalho análogo à escravidão.

Os dados são refentes a 2019 e constam no Radar da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), mantido pelo Ministério da Economia.

De acordo com o levantamento, das 1.054 pessoas resgatas, 42 estavam no município mato-grossense.

  • Uruará (PA) – 87 resgatados
  • Brasília (DF) – 64 resgatados
  • São Paulo (SP) – 52 resgatados
  • Arcoverde (PE) – 50 resgatados
  • Santa Luzia (MG) – 43 resgatados

O Radar SIT reúne dados desde 1995 e aponta que, no acumulado desses anos, São Félix do Xingu, no Pará, é a cidade líder do ranking: 1.103 pessoas foram resgatadas por lá.

Mas o Observatório da Erradicação do Trabalho Escravo e do Tráfico de Pessoas aponta que o município paraense pode estar no topo apenas porque, por lá, ocorreram mais ações de fiscalização.

Segundo o Observatório, a cidade campeã do Brasil – pelo menos até 2018 – era Confresa, que fica a 1.160 quilômetros de Cuiabá.

132 anos após a abolição…

O Radar (SIT) aponta que 267 estabelecimentos espalhados pelo país foram fiscalizados ao longo de 2019. E em 111 deles foram encontradas situações de trabalho análogo à escravidão.

O número representa quase 42% dos locais fiscalizados.

O levantamento apresentado nesta terça-feira (28) aponta ainda que, no ano passado, o número de denúncias aumentou. Foram 1.213 em todo o país, enquanto que em 2018 elas somaram 1.127.

Somente o Ministério Público do Trabalho (MPT) tem atualmente 1,7 mil processos de investigação dessa prática e de aliciamento e tráfico de trabalhadores.

Chapada dos Guimarães

Em Chapada dos Guimarães, dois estabelecimentos foram fiscalizados, o que resultou no achado de 42 pessoas trabalhando em situação irregular.

Os tipos de trabalho que escravizavam essas pessoas eram serviços domésticos e especializados em construção.

Do total de pessoas resgatadas, três conseguiram acesso a guias para o pagamento do seguro-desemprego.

E a média das verbas rescisórias pagas a esses trabalhadores chegou a R$ 7,5 mil.

Rural e também urbano

O meio rural continua concentrando o maior número de registros de trabalho semelhante ao escravo. Eles totalizaram 87% dos casos. Mas o trabalho urbano também fez 120 vítimas no país.

Nas cidades, a maior parte das vítimas trabalhava no setor de confecção de roupas (35). Também houve registros na construção civil (18), em serviços domésticos (14), construção de rodovias (12) e serviços ambulantes (11).

No total, os trabalhadores resgatados receberam mais de R$ 4 milhões em verbas salariais e rescisórias e 915 contratos de trabalho foram regularizados.

(Com Agência Brasil)

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Geral

Detran-MT alcança 13 mil pessoas com ações educativas no 1º trimestre de 2026

Com 62 intervenções realizadas, órgão focou em segurança escolar, conscientização no Carnaval e respeito às mulheres; balanço reforça missão de salvar vidas através da mudança de comportamento
Geral

MT Hemocentro e Unidade de VG abrem neste sábado (18) para reforçar estoques críticos

Tipos sanguíneos O+ e A- estão em nível de alerta; unidades funcionarão das 7h30 às 12h para facilitar a doação de quem trabalha durante a semana
Economia

Para cada R$ 1 renunciado, Mato Grosso atrai R$ 4,66 em investimentos privados

Relatório da Sedec revela que programas como Prodeic e Proalmat impulsionaram R$ 29,8 bilhões em investimentos em 2025; geração de empregos no setor cresceu 79% em seis anos
Política

Novo lança Marcelo Maluf ao governo de Mato Grosso

Ele é o terceiro nome, até o momento, que se apresenta como candidato de direita