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Criança pede emprego para o pai em cartinha de Natal: ‘Não quero ver ele triste’

Foto de Matheus Fragata
Matheus Fragata

Escrever cartinhas ao Papai Noel é uma das tradições mais bonitas e inocentes da infância de alguém. Entretanto, enquanto muitas pedem brinquedos e diversões, uma cartinha pediu a solução de um problema muito real no Brasil: o desemprego.

“Só queria um emprego para o meu pai, para ele não ficar mais triste”. Esse é o desejo de Natal deste ano do garoto Matheus Gomes Freire, de 12 anos, morador do bairro Casqueiro, em Cubatão (SP). Ele disse ao site G1, que entregou a cartinha com o pedido durante a ação de um estabelecimento da cidade e uma funcionária resolveu publicar a carta nas redes, o que gerou grande repercussão.

Embora a carta tenha sido feita em 6 de dezembro, o menino só a entregou no dia 20 de dezembro. Ele contou que a escreveu para entregar ao Papai Noel no shopping, mas quando foi até o local, estava fechado. Na sexta, ele foi até uma loja de departamento, onde encontrou a Mamãe Noel e entregou a cartinha.

Confira a carta:

A locutora Carla Camargo Marques e Silva foi quem recebeu a carta das mãos de Matheus e afirmou ter ficado muito emocionada. “Quando ele veio até mim, perguntou se podia entregar e eu disse que sim, em seguida, ele me questionou se eu não ia jogar fora”, afirma. A leitura foi feita no intervalo e mexeu muito com ela, segundo relata.

A mulher contou sobre a cartinha para a colega de trabalho Suelen Conceição Ferreira, que se sensibilizou com a história e resolveu postar uma foto da carta no status do WhatsApp. A partir daí que a carta viralizou algumas pessoas compartilharam o print nas redes. “Se a gente puder ajudar, vamos tentar fazer o Natal melhor”.

A situação

O pai de Matheus, Manoel Dos Santos Freire, de 53 anos, é soldador e está desempregado há cerca de 10 meses, quando o contrato que mantinha com a empresa que trabalhava, em Santos, no litoral de São Paulo, acabou. Além dele, na casa moram a esposa, que também está desempregada, e o filho.

“Quando a gente está trabalhando, fica tudo bem. Sabemos que vamos receber para pagar as contas, mas quando não se tem emprego, as contas chegam e não tem como pagar. As coisas ficam mais difíceis a cada dia. Tenho que trabalhar para suprir as necessidades de casa e, nessas horas, só Deus mesmo para não deixar a gente cair”. Ele conta que, de vez em quando, consegue arrumar uns ‘bicos’ e amigos conseguem ajudar com uma cesta básica ou alguma outra doação.

A carta do filho pegou Manoel de surpresa, pois o garoto não avisou que tinha escrito para o Papai Noel. “Eu estou sabendo agora. Fico orgulhoso do meu filho se preocupar conosco”, relata o pai, emocionado.

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