DestaquesEspecialJudiciárioMato GrossoPolítica

Prisão para os stalkers: pessoas sentem que não estão seguras, diz especialista

Foto de Camilla Zeni
Camilla Zeni

Do inglês, o termo “stalker” é usado para se referir a um perseguidor e se relaciona com a invasão de privacidade de uma pessoa. E essa situação pode acontecer na vida real, mas também na virtual – onde é mais comum.

Nessa semana (14), o Senado Federal aprovou dois projetos de lei relacionados ao tema. O objetivo é tornar a punição contra essa prática mais incisiva.

Muitas vezes romantizada, principalmente relacionadas à paixão platônica, a perseguição pode trazer sérias consequências para a vítima. Casos mais graves podem resultar em mortes. Outros, em transtornos psicológicos.

Apesar da seriedade, a perseguição, na legislação atual, é apenas uma contravenção – um crime de menor potencial ofensivo. Dessa forma, o tempo de prisão dos envolvidos não chega a um ano. Foi para mudar essa realidade, e dar mais importância ao caso, que os projetos de lei foram apresentados.

Quando a vítima é mulher, o PL 1.414/2019 prevê o enquadramento na Lei Maria da Penha. Assim, o juiz pode conceder medidas protetivas contra esse agressor. Esse projeto também converte o stalking de uma simples contravenção para um crime.

Já o outro projeto, o PL 1.369/2019, relaciona as perseguições como uma perturbação à liberdade. Pela legislação, o crime passa a ser o ato de “molestar alguém, de maneira contínua ou esporádica, de modo que prejudique sua liberdade e autodeterminação”.

Agora, o projeto segue para ser votado na Câmara Federal.

(Foto: Divulgação/Senado Federal)

Especialista em Direito Digital, o advogado Eduardo Manzeppi destacou que as mulheres são as principais vítimas do stalking. Segundo ele, o caso tem, na maioria das vezes, cunho sexual.

“Se enquadra, por exemplo, a perseguição por paixão platônica ou vingança, e essas pessoas que acompanham a vida de outros”, ponderou.

O profissional também destacou que a perseguição pode resultar em transtornos psicológicos para as vítimas. Para ele, o crime é potencializado diante do uso das redes sociais sem moderação.

“Nesse meio de tecnologia, de redes sociais, a exposição das pessoas fica ainda mais evidente. A maioria das pessoas não configura suas contas de privacidade, quais dados são públicos e quais são privados. No fi, elas têm a sensação de que não estão seguras”, avaliou.

A exemplo, o especialista citou o fim dos relacionamentos amorosos. Segundo ele, o crime costuma acontecer quando um passa a cuidar da vida do outro. Da perseguição virtual, o caso evolui para crimes contra a honra, como a difamação. Em outras situações, pode levar à morte.

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Crônicas Policiais

Inteligência desmascara foragido por homicídio que usava nome do irmão em MT

Homem de 56 anos foi preso pela Força Tática em Bom Jesus do Araguaia; ele possuía dois mandados de prisão em aberto no Estado de Goiás
Crônicas Policiais

Homem é preso em Várzea Grande após esconder drogas em padrão de energia

GAP da Polícia Militar apreendeu maconha, pasta base e dinheiro em ponto de venda no bairro Vitória Régia na noite de quinta (23)
Crônicas Policiais

Lei Seca prende em Cuiabá foragido condenado a 20 anos por roubo qualificado

Suspeito foi flagrado bêbado, em moto sem placa e tentou enganar a polícia com documento falso na madrugada desta sexta (24)
Geral

Hospital Central e Einstein realizam mutirão de cirurgias robóticas contra o câncer de próstata em MT

Procedimentos realizados via SUS entre os dias 25 e 27 de abril utilizam tecnologia de ponta para garantir precisão e recuperação rápida aos pacientes
24 de abril de 2026 16:29