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Pedro Nadaf é condenado a sete anos e dois meses de reclusão

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Ednilson Aguiar/O Livre

Pedro Nadaf

Pedro Nadaf: ex-secretário foi descrito pela juíza Selma Arruda como o “homem de confiança de Silval para assuntos ilícitos”

O ex-secretário de Estado de Fazenda e de Indústria e Comércio, Pedro Nadaf, foi condenado nesta sexta-feira (15) a sete anos e dois meses de reclusão por concussão (exigir vantagens em função do cargo público), lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As condenações se referem à Operação Sodoma (1 e 2) – que esclareceu crimes cometidos pela organização criminosa liderada pelo ex-governador Silval Barbosa, para fraudar o programa estadual de concessão de incentivos fiscais.

Na sentença dada pela juíza Selma Rosane Arruda, da 7ª Vara Criminal contra o Crime Organizado, Nadaf é descrito como o homem de confiança do ex-governador Silval Barbosa para “assuntos ilícitos”.

Nadaf confessou todos os crimes e se tornou “colaborador premiado”. Em razão dessa postura – e por ter permanecido mais de um ano na cadeia -, Nadaf poderá cumprir a pena em regime inicial semiaberto, “com uso de tornozeleira eletrônica, devendo se recolher durante a semana, no período compreendido entre as 23h e as 06h, e durante os finais de semana e feriados no período compreendido entre as 18h e às 06h”.

Segundo Selma Arruda, a culpabilidade de Nadaf é “elevada, por tratar-se o condenado de pessoa que demonstrou ter muita desenvoltura com a prática de ilícitos desta espécie. Assim como seu líder Silval Barbosa, Pedro foi um dos principais articuladores dos esquemas ilícitos examinados nestes autos”, escreveu a juíza.

“Embora não tenha sido eleito por voto popular, ocupou cargos relevantíssimos no Governo Silval Barbosa, mas desviou-se de suas nobres funções para se dedicar reiteradamente a práticas delituosas”, acrescentou.

A juíza diz ainda que o ex-secretário “beneficiou-se diretamente do dinheiro havido como pagamento de propina e branqueado pela organização criminosa, revelando dolo intenso no seu agir. Como elemento que ocupava cargo público relevante na ocasião, viabilizou suas ações se valendo do aparato da própria máquina estatal para assegurar a estrutura, o funcionamento, a lucratividade e a perpetuação da organização, o que é ainda mais grave, se comparado à organização que se utiliza de seus próprios meios para delinquir”.

Especificamente nesta sentença, Nadaf foi condenado por exigir R$ 2,5 milhões do empresário João Batista Rosa, da Tractor Parts, para oferecer benefícios fiscais ilícitos à empresa. João Rosa, no início de 2015, logo após o término da Gestão Silval Barbosa, tornou-se delator do esquema, em acordo fechado com o Ministério Público Estadual.

De acordo com Selma Arruda, após confessar recentemente seus crimes, Nadaf se mostrou arrependido. “[Ele] Não teve qualquer escrúpulo em exigir da vítima João Batista Rosa o pagamento de R$ 2.500.000,00, mesmo se dizendo seu amigo e mesmo já tendo providenciado, junto a Marcel de Cursi [ex-secretário, também condenado pelos mesmos crimes], a concessão de benefícios fiscais às empresas de João Rosa. Não há relatórios psicossociais a autorizarem a valoração de sua personalidade, porém, o fato de ter sido o primeiro a colaborar indica que está arrependido”, escreveu a juíza.

Selma Arruda finaliza dizendo que a colaboração em relação a Pedro Nadaf foi, portanto, “bastante útil e eficaz em relação a esta ação penal”, mas “a repercussão social do delito foi extremamente nociva à sociedade”.

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