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Prefeitura anuncia medidas emergenciais para preservação da estrutura da Casa de Bem Bem

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Livre

Reprodução Facebook/João Felipe

Casa de Bem Bem novo dano

Mesmo com o reinício das obras e medidas emergenciais, as chuvas do fim de semana aumentaram os danos à fachada da Casa de Bem Bem. Cerca de 60% da estrutura já desabou e, para que o restante não desmorone, já foram iniciadas nesta segunda-feira (11) as obras de contenção.

De acordo com o secretário municipal de Cultura, Francisco Vuolo, depois que a empresa e a Prefeitura entraram em consenso, foram retomadas as obras, mas a cobertura de lona não foi suficiente para os dias de chuva intensa.

“Logo que iniciou o desmoronamento, medidas radicais de cobertura e escoramento foram impulsionadas, porém, o projeto ficou pronto na semana passada e a aprovação, na sexta-feira. Não deu tempo de efetivá-lo”, explica. Vuolo ressalta que toda a estrutura que caiu vai ser removida pela empresa de maneira cuidadosa para que posteriormente seja incorporada no processo de revitalização.

Enquanto isso, a imagem de destruição do patrimônio histórico repercute nas redes sociais. Neto de Bem Bem, João Felipe, desabafou em seu perfil no Facebook.

“Um dia triste, fui criado nessa casa. (…) Em memória, trago todos que já se partiram e pude conviver, mas em especial, Vovó Bem Bem, que era pessoa fora do comum dos padrões atuais e com uma alma de generosidade tão grande que nem cabia em si, acredito eu, que a mesma generosidade que trouxe ela até aos dias atuais. Ainda trago em mim aquele olhar, chinelo havaianas com ligas azuis nos pés, pentear os seus cabelos após o almoço, o pão na chapa, o suco de laranja que era feito pra uns 5 com uma única laranja, as tardes na janelas, a vergonha de tirar foto, as cédulas de dinheiro de novinha que nos dava… Lembrar é fácil para quem tem memória. Esquecer é difícil para quem tem coração”, disse, relembrando a avó.

O grupo Abraço ao Patrimônio, entrou em estado de alerta ao ver a Casa de Bem Bem em constante deterioração. Começaram a se mobilizar – com autorização da família -, se articulando com empresas da iniciativa privada para levar adiante um projeto de cobertura da casa. Do grupo, o arquiteto Robinson de Carvalho Araújo, ressalta que é necessária uma estrutura mais forte para proteger o que ainda resta da casa.

“Todos tinham conhecimento das chuvas, não é mesmo? E dos riscos que ela representava. É preciso que se faça algo rápido. Os rumos desta obra podem ser exemplo e nos deixa uma mensagem: queremos reverter ou deixar como está? é assim que queremos lidar com nossa história?”, diz. Mesmo empenhados, eles têm consciência de que a gestão da obra é do poder público. “Mas nós queremos mostrar uma alternativa, ao menos”. 

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