Cidades

Greve na educação: 70% das escolas de MT não abriram as portas

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Laura Nabuco

A greve dos profissionais da Educação em Mato Grosso começou com manifestação da categoria – no início da tarde desta segunda-feira (27) – em frente à secretaria estadual responsável pelo setor, no Centro Político Administrativo, em Cuiabá.

A estimativa dos organizadores é que aproximadamente 70% das escolas estaduais estão com as atividades paralisadas. Só na Capital, das 74 unidades ensino mantidas pelo governo do Estado, 64 não abriram as portas.

Entre as reivindicações dos grevistas está a realização de concurso público, o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) e a apresentação de um calendário de obras de reformas em escolas de todo o Estado.

Das mais de 700 que existem em Mato Grosso, pelo menos 400 precisam de alguma readequação na estrutura física, segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep).

Conforme o presidente do sindicato, Valdeir Pereira, após três tentativas da categoria, o governo abriu diálogo com os manifestantes, mas tem reiterado que não há condições financeiras de atender as demandas. O principal argumento é a crise financeira.

Para os professores, no entanto, as conversas não têm dado frutos porque os interlocutores – em geral, os secretários de Gestão e Planejamento, Basílio Bezerra, de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, e até o da Casa Civil, Mauro Carvalho – não teriam autonomia para tomar decisões.

“Estamos prontos para sermos recebidos a qualquer momento, mas queremos reuniões propositivas. Não adianta o governo tentar culpar os profissionais”, disse Valdeir, segundo quem a gestão tem destacado o fato de que os professores mato-grossenses têm um dos melhores salários do país.

Sanções e cronograma

Do lado do governo, ainda conforme Valdeir, já teria partido o alerta de que a greve pode resultar no corte de salário de quem aderir à paralisação e a abertura de processos administrativos.

Mesmo assim, centenas de manifestantes participam do ato desta tarde. Há profissionais de Cuiabá, Poconé, Chapada dos Guimarães, Araputanga, Jangada e Acorizal.

Professores e demais trabalhadores já estão mobilizados para participar também das manifestações contra o bloqueio do governo federal ao orçamento da Educação previsto para o dia 30 de maio e para outro ato, voltado à pauta estadual, no dia 6 de junho.

“Estamos orientando para mais um grande dia [6 de junho] de mobilização em várias cidades, principalmente, as cidades polo, para que o governo entenda que estamos em greve e não estamos de brincadeira”, disse Valdeir.

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