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Apesar do aumento da Petrobras, venda de combustíveis cresce em MT

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Gabriela de Lima

No final de abril, a Petrobras anunciou um aumento de 3,5% no preço da gasolina vendida às refinarias. Foi o terceiro reajuste somente no mês passado. Apesar disso, o consumo de combustíveis em Mato Grosso cresceu 2,7%, se comparando com igual período do ano passado. O aumento é da soma dos três produtos comercializados nas bombas dos postos de combustíveis: gasolina C, etanol e óleo diesel.

De acordo com o diretor-executivo do Sindipetróleo, Nelson Soares Júnior, do acumulado do último ano de 30% de reajuste no preço da gasolina, só 10% foram repassados ao consumidor. Já sobre os aumentos mais recentes, segundo ele, ainda não é possível afirmar se esse chegarão ou não aos motoristas. Isso depende da distribuidora, do posto e também da concorrência.

“O que a gente sabe é que, mesmo segurando, uma hora tem que dar o aumento, porque você não consegue mais sobreviver sem repassar. Essa situação de aumentar na fonte, mas não aumentar na ponta, tem um limite. Chega uma hora que fica insustentável. Eu acho que é questão de tempo só o ajuste”, pondera.

Na contramão

Entre janeiro e março, a comercialização do setor em Mato Grosso somou 755,9 milhões de litros de combustível. Apesar de apresentar resultado abaixo dos outros meses, o setor completa uma sequência de três meses sem saldo negativo na soma dos três produtos.

“Os números de Mato Grosso são o oposto do Brasil. No ano passado, Mato Grosso cresceu 21% na venda de etanol e o Brasil cresceu 40%. Nós perdemos 13% na gasolina, o Brasil perdeu 16%. Então, não dá pra entender. O comportamento do consumidor de Mato Grosso é diferente do resto do Brasil e isso porque nós temos o etanol mais barato do país”, diz o diretor-executivo.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso apontam que o etanol acumula alta na comercialização de 14,2% no primeiro trimestre de 2019. Foram vendidos 227,8 milhões de litros, contra 199,5 milhões no ano anterior.

A gasolina C, por sua vez, teve queda nas vendas de 10,4% no mesmo período. Foram comercializados 118,1 milhões de litros, o que mostra uma intensidade na trajetória de queda e ampliação da preferência do consumidor pelo etanol hidratado.

Já o consumo de óleo diesel subiu 2% nos três primeiros meses do ano.

Essa movimentação é comum, segundo Nelson Júnior, e está vinculada ao comportamento econômico das famílias que buscam no mercado do Ciclo Otto (veículos abastecidos com gasolina e/ou etanol) o produto mais barato.

Com os aumentos frequentes nos preços da gasolina nas refinarias, o etanol deve continuar a ter uma participação expressiva nas vendas.

“Com a economia aquecida, que pode resultar em aumento de renda das famílias, a demanda por combustíveis pode se elevar”, avalia o diretor-executivo do SindiPetróleo.

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