Cidades

Gisela Simona: “A responsabilidade pela má política é de ambas partes”

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Thiago Andrade

Cotada para ser candidata à prefeita de Cuiabá por seu grupo político nas eleições de 2020, a superintendente do Procon-MT, Gisela Simona (Pros), fala nesta entrevista sobre suas pretensões políticas e sua atuação como liderança sindical e membro do governo Mauro Mendes (DEM), com quem servidores pública tiveram atrito no início da gestão.

Gisela foi demitida da chefia do Procon em 2017, via Diário Oficial. Na época, reclamou do tratamento dado pela gestão Pedro Taques (PSDB). Ao LIVRE, avaliou que houve “falta de respeito” da parte do tucano.

Gisela é casada e, no campo profissional, diz que sua prioridade é fazer uma boa gestão à frente do Procon-MT. Ainda que seu grupo político trate abertamente sobre uma possível candidatura no ano que vem, ela diz que não é pré-candidata à prefeita de Cuiabá.

Nas eleições de 2018, Gisela foi candidata a deputada federal e recebeu mais de 50 mil votos.

1 – A senhora é cotada a candidata a prefeita de Cuiabá. Mas disputou o cargo de deputada federal e pode vir a assumi-lo no caso de impedimento de algum dos eleitos. Que cargo a senhora prefere?

Se abrir a vaga para o cargo de deputada, vou assumir com muita honra, porque essa foi a escolha do cidadão mato-grossense.

2 – O Brasil precisa de um Código de Defesa do Eleitor? Um Procon para reclamar dos políticos? Ou parte da culpa também é de quem vota?

A responsabilidade pela má política é de ambas partes. Do político, que usa conscientemente das fragilidades do povo para se reeleger, e do povo, que reelege políticos que ficaram no cargo e não cumpriram o que prometeram ou se envolveram em atos ilícitos. Mas, aos poucos o povo brasileiro está mudando a forma de votar, está buscando saber mais sobre seu candidato e sua história.

3 – A senhora teve uma boa votação nas urnas em 2018 e gastou relativamente pouco. A que se deve esse sucesso?

Os votos que recebi são resultado de serviços prestados ao nosso Estado e da necessidade da mudança que a população almeja.

4 – No começo do governo Mauro Mendes vimos uma queda de braço entre a gestão e os servidores. Como a senhora acompanhou tudo isso?

Eu acompanhei como servidora, apoiando o Fórum Sindical.

5 – Em  março de 2017 a senhora deixou o Procon-MT sem uma comunicação prévia do governador Pedro Taques (PSDB). Como a senhora viu aquele episódio?

Vi como falta de respeito ao trabalhador e como forma de paralisar ações importantes para a defesa dos consumidores.

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