Um motorista de aplicativos de transporte teve uma surpresa no final de março. Recebeu uma mensagem de uma mulher desconhecida oferecendo a venda de notas falsas. A ideia, segundo a mulher, seria que essas notas fossem dadas aos passageiros como troco.
O motorista imediatamente recusou, disse à mulher que isso era um crime e que iria denunciá-la. Como resposta, a mulher afirmou que ela já tinha clientes motoristas de aplicativos e achou que ele também se interessaria pelo “negócio”.
Em pânico, temendo ser acusado de algum crime e também de ver a categoria “queimada” por esses supostos criminosos que poderiam ter aceitado a proposta da mulher, o motorista procurou a redação do LIVRE e mostrou a conversa, assim como as fotos e o vídeo enviado por ela.
Procurado pelo LIVRE, o presidente da Associação de Motoristas de Aplicativos (AMA), Kleber Cardoso, disse que nenhum motorista o havia procurado para denunciar ter recebido esse tipo de proposta, mas que essa é uma prática muito séria e que precisa ser investigada.
Kleber afirmou que vai entrar em contato com os motoristas para tentar ajudar a polícia a chegar à suspeita, que está tentando levar os trabalhadores a cometer crimes contra os passageiros. O presidente destacou ainda que a prática é inaceitável.
Você sabe reconhecer uma nota falsa?
Casos envolvendo notas falsas podem ser denunciados em qualquer delegacia, porém, segundo a Polícia Judiciária Civil, a investigação é feita pela Polícia Federal. A identificação de uma nota falsa (nos casos em que não é possível fazer isso a olho nu) também pode ser feita pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que tem um setor específico para perícia em documentos, incluindo dinheiro.
A reportagem do LIVRE foi até a Superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso e conheceu o Setor Técnico Científico da PRF, para onde são levadas as notas falsas apreendidas no Estado. Lá, as falsificações são identificadas e analisadas, para que os novos métodos utilizados pelos falsários sejam descobertos.
O perito criminal federal José Roberto Riston, assim como o chefe do Setor Técnico Científico da PRF, Sérgio Rodrigues Silva, afirmaram que quando uma pessoa se depara com moeda falsa, a primeira coisa que ela deve fazer é procurar a polícia (em caso de ser apenas uma nota, a Polícia Militar ou Civil, em caso de fabricação – como o da denúncia que a reportagem do LIVRE recebeu – a Federal), para que seja iniciada uma investigação sobre a procedência da falsificação.
Mas nem toda pessoa sabe como, a olho nu, reconhecer se uma nota é falsa ou verdadeira. Pensando nisso, o perito José Roberto Riston deu várias dicas de como identificar, rapidamente e também mostrou um pouco do trabalho da Polícia Federal nesse sentido. Tudo isso, você confere no vídeo abaixo:




