Negócios

Entidades representativas auxiliam produtores rurais com capacitação e informações

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Redação

O produtor rural de Mato Grosso é reconhecido pela sua capacidade de produzir os melhores grãos e rebanho bovino. Para chegar a este nível, além de todo conhecimento técnico adquirido durante os anos de trabalho, as entidades do agronegócio têm um papel fundamental na representação das classes e no conhecimento para um melhor desempenho nos negócios.

Ricardo Arioli, produtor rural e vice-presidente da Comissão de Grãos da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), falou sobre como os agricultores e pecuaristas podem se defender as intempéries. Comparando passado com o presente, mostrou o leque de serviços que a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (FAMATO), por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O Senar tem previstos 318 treinamentos em 2019. É a possibilidade dos produtores rurais se qualificarem e também à sua equipe. Além disso, há parceria com os Centros de Treinamento de Difusão Tecnológica em Campo Novo do Parecis e em Sorriso, que abrangem no total 13 municípios.

Foto: Thiago Rocha

“Nossa primeira ameaça são as novas tecnologias, precisamos estar preparados para este momento e para saber utiliza-las no negócio. É por isso que temos o Senar para qualificar a quem tiver interesse”, diz Arioli. Em 25 anos de atuação, o Senar já atendeu mais de 1 milhão de pessoas e fez mais de 55 mil eventos.

Além de conhecer, o produtor rural precisa investir nestas tecnologias. Para isso, o IMEA criou o projeto AgriHub. “Atualmente, temos no campo custos altos, resistência ao novo, questões como segurança e pragas e doenças para combater. A tecnologia deve nos auxiliar nestes pontos de dificuldade”, afirma.

O programa Soja Plus, que tem como objetivo ajudar os agricultores a se adequarem às legislações trabalhistas e ambientais brasileiras, também foi citado. Os treinamentos são desenvolvidos pelo Senar e o programa coordenado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).

As fiscalizações ocorrem com frequência em propriedades rurais. Entre os pontos mais assinalados, está a falta de exames admissionais e o uso de EPI. “É fundamental o proprietário rural participar do Soja Plus e dos treinamentos que são disponibilizados pelos sindicatos, pois eles é que precisam estar por dentro das leis para se adequarem e não terem problemas”, diz Marlene Lima, gerente de Sustentabilidade da Aprosoja.

Ela ressalta que um dos desafios hoje é o treinamento para colaboradores trabalharem em espaço confinado. “Temos que acabar com os acidentes, muitos fatais, que ocorrem dentro destes espaços. Há treinamentos gratuitos e os produtores rurais precisam participar com suas equipes”, reforça.

A gestora também apresentou os projetos ambientais, como o Guardião das Águas, e sociais, como o Agrosolidário. “O papel das entidades é dar as ferramentas para que agricultores e pecuaristas saibam como proceder da melhor forma e tenham seus negócios sustentáveis”, finaliza.

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