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Fechar promotorias para expandir o Gaeco; MPE vai eleger “prioridades”

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Laura Nabuco

Tirar o Ministério Público Estadual (MPE) de determinados municípios para conseguir levar o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) para o interior do Estado. Essa é a proposta que o novo procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, pretende colocar em prática ao longo de sua gestão, que teve início nesta sexta-feira (1º).

Afirmando que, em tempos de crise econômica é preciso ser “racional” e eleger prioridades, Borges disse concordar com o movimento que o Poder Judiciário tem sinalizado: o fechamento de comarcas no interior.

“Onde só tem 800 processos, ter um juiz, um promotor e um delegado, eu sou favorável a essa redução”, disse, destacando que o MPE ainda fará um estudo para avaliar o impacto de medidas do gênero.

Sobre a interiorização do Gaeco, o novo procurador-geral antecipou a abertura de quatro unidades ainda neste ano. Elas serão instaladas em Cáceres, Rondonópolis, Sinop e Barra do Garças e vão ficar sob a coordenação do promotor de Justiça Mauro Zaque. Já a unidade da Capital deverá ser comandada pela procuradora Ana Cristina Bardusco, que ficou conhecida após atuar na denúncia que levou importantes políticos à prisão.

A ideia, conforme Borges, é tirar do papel um planejamento que vem de antes de sua campanha ao cargo de chefe do MPE. O primeiro Gaeco Regional, segundo ele, já deveria ter sido inaugurado em 2018.

A proposta com essa interiorização é fortalecer o combate ao crime organizado, em especial o tráfico drogas e a sonegação de impostos. Em discurso durante a solenidade de posse, Borges destacou, por exemplo, que o MPE já recuperou aos cofres púbicos aproximadamente R$ 2 bilhões.

“Muitos políticos não querem que fechem [comarcas] na sua cidade. É o mesmo caso com as delegacias. Mas temos que ser racionais em um momento tão difícil de crise. Governar é eleger prioridades”, disse durante entrevista coletiva.

Já quanto ao orçamento, José Antônio Borges disse que não é momento de cobrar mais do governador Mauro Mendes (DEM). “Não é o momento porque o Estado não tem dinheiro. A gente tem que ser bem objetivo em relação a isso”, destacou, lembrando do acréscimo previsto na última versão da Lei Orçamentária Anual (LOA), já aprovada pela Assembleia Legislativa.

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