Cidades

Neuromarketing e pegadinhas da mente são desvendados por Fernando Kimura

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Mayla Miranda

Você já pensou “por que eu comprei isso?” ou já se pegou tentando lembrar como a compra começou? Ou ainda se viu achando super importante comprar algo e, depois, descobriu que não precisava tanto assim do produto? Então, você e 99% da população podem se considerar vítimas do neuromarketing.

Como isso acontece e como usar essas ferramentas em seu favor foram os temas desvendados pelo palestrante internacional Fernando Kimura no seminário Desafios do Conhecimento, realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em Sinop (500 Km de Cuiabá).

O evento reuniu aproximadamente 900 pessoas e, durante a apresentação, Kimura mostrou, com vídeos, imagens, músicas e muita tecnologia, como reagimos aos estímulos do Marketing Inconsciente.

O LIVRE entrevistou Kimura, que falou sobre a criação de uma relação emocional entre as empresas e os clientes.

“Minhas palestras, geralmente, são relacionadas ao Marketing Inconsciente. Como as marcas criam valores inconscientes para que os clientes paguem mais caro, comprem mais rápido e comprem mais. É fato que, quando a empresa cria essa conexão emocional, utilizando de vários artifícios, o consumidor paga mais caro pelo produto. A pessoa acaba tento uma percepção diferente de valor”, explicou.

Kimura também explicou como inovar e se tornar tendência, mesmo distante de grandes centros.

“O que vale para as pequenas empresas, para as pessoas que vivem distante dos grandes centros, é entender como as grandes marcas fazem. Depois de entender, você deve começar a aplicar esse tipo de metodologia e ferramenta, pois isso é para todos. Daqui, longe de grandes centros, eu posso criar uma marca que se expanda, basta eu ter diferenciais, bom atendimento, uma série de fatores que me farão crescer”, declarou.

Ainda sobre futuras tendências, o marqueteiro pontuou que um aspecto que vai impactar em breve é o atendimento humanizado. Para ele, essa pode ser a “fórmula de sucesso do futuro”.

“Nós devemos ficar atentos a um ponto: cada vez as coisas estão sendo mais tecnológicas, as empresas estão tendo menos contato com os clientes, menos proximidade. Então, temos que nos atentar a isso, não permitir que as coisas deixem de ser humanizadas. Mais do que serem só recebidos por seres humanos, os clientes querem que suas demandas e necessidades sejam ouvidas e resolvidas”, relatou.

“Isso não significa que a tecnologia deva ser dispensada, mas deve ser melhor utilizada”, ressaltou Kimura, lembrando que a robotização vem para auxiliar e não atrapalhar.

Em outra parte da palestra, Kimura apresentou um vídeo da campanha a respeito da conscientização da tragédia ambiental de Mariana (MG).

“Nos dias atuais, infelizmente, vivemos uma insignificância, uma irrelevância digital. Esquecemos das coisas com uma facilidade extrema. A tragédia de Mariana, por exemplo, aconteceu, ficou para trás e acabamos esquecendo. Precisou acontecer uma tragédia parecida, em Brumadinho, para relembrarmos do passado”, destacou o palestrante, emocionando os presentes.

Fazendo fortuna sem mistério e com “muito trabalho”

Fernando Kimura é bacharelado em Marketing e Administração pela Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo, além de blogueiro, palestrante e consultor em tecnologia, comunicação e negócios.

Atua desde 1999 no mercado de tecnologia. Ainda é fundador da Academia Neuromarketing. Prestou serviços no Marketing da Microsoft e Oracle.

Desde 2015, se dedica exclusivamente a palestras e cursos sobre inovação em Comunicação e Neuromarketing. Já foi assistido por mais de 50 mil pessoas.

Sobre carreiras promissoras e a sua carreira em si, ele finalizou explicando que devemos trabalhar encarando o dinheiro como uma consequência. Segundo o palestrante, primeiro é preciso projetar realizar bons trabalhos, deixando de lado a ideia de que o dinheiro é o primordial.

“Quando falamos de carreira promissora, acho que temos que pensar que o dinheiro é uma consequência das coisas. Quando, de fato, isso acontece, significa que as coisas estão na engrenagem correta, estão andando em conjunto. Eu vivo minha vida com esse pensamento. Já trabalhei muito pelo dinheiro, mas hoje trato como uma consequência. Penso que todos nós devemos refletir um pouco sobre isso”, concluiu.

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