Mato Grosso

Sindicatos da Segurança Pública ameaçam greve e cobram diálogo do governo

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Laíse Lucatelli

Nove sindicatos e associações da Segurança Pública de Mato Grosso anunciaram, nesta quarta-feira (23), intenção de deflagrar greve se o pacote fiscal do governador Mauro Mendes (DEM) for aprovado na Assembleia Legislativa sem mudanças. Eles cobram também diálogo com o governo para emplacar mudanças em três projetos, assim como ocorreu com o setor do agronegócio.

“O agro conseguiu sentar com o governo que fez um substitutivo para o projeto do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação). E os servidores não conseguem ser ouvidos”, reclamou o presidente da Associação dos Oficiais dos Bombeiros e da Polícia Militar,  tenente-coronel Wanderson de Siqueira.

“Ainda dá tempo de o governo dialogar. Dá para resolver de hoje para amanhã. É só querer”, disse o presidente da Associação dos Cabos e Soldados, cabo Adão.

O presidente do Sindicato dos Delegados, Wagner Bassi, criticou a urgência na votação dos projetos. “O clima é de indignação entre todos os servidores,  que estão  trabalhando hoje sem salário e 13º. Não entendemos a necessidade de votar esses projetos tão rápido, sem diálogo com as categorias.”

Algumas categorias estão em assembleia permanente. É o caso do Sindicato dos Investigadores de Polícia, do Sistema Sócio-educativo, e do Sistema Penitenciário, que também tirou indicativo de greve.

Servidores pedem a retirada dos projetos que tratam da restrição da revisão geral anual (RGA), da lei de responsabilidade fiscal estadual e que altera o conselho do MT Prev. “A LRF congela progressões de carreira e a mudança no MT-Prev tira a autonomia do conselho, para que ele passe a ser composto por pessoas nomeadas pelo governador, que podem aumentar a alíquota da previdência no momento que quiserem”, disse Edileuza Mesquita, presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia.

Os sindicalistas criticaram também o fato de servidores de outros poderes terem suas reposições inflacionárias, enquanto os servidores do Executivo podem ter congelamento de salários. ” São dois pesos, duas medidas. Se o estado tem dificuldades, todos têm que dar sua contribuição”, disse Jacira Maria, presidente do Sindspen.

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