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Ampa reage a possível taxação

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Gabriela Galvão

A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) reagiu a possibilidade de cobrança de tributos da produção de algodão, cuja proposta foi entregue pelo governador eleito Mauro Mendes (DEM) ao atual gestor do Executivo, Pedro Taques (PSDB) na última terça-feira (11).

Por meio de nota, o presidente da Ampa, Alexandre Pedro Schenkel, disse que o segmento nunca foi formalmente convocado para uma discussão sobre o tema e que espera que as decisões não sejam tomadas de forma unilateral.

[featured_paragraph]“Sem diálogo e, principalmente, sem um conhecimento completo do funcionamento deste setor fundamental para a economia de Mato Grosso, que paga impostos, arrecada ICMS e ainda contribui atualmente com dois fundos (Fethab 1 e 2). Qualquer ação imprudente poderá gerar enormes prejuízos ao Estado”, alertou Schenkel. [/featured_paragraph]

A taxação do setor está presente na proposta de fusão do Fethab 1 com o Fethab 2 entregue por Mauro a Taques, pois cabe a ele encaminhá-la à Assembleia Legislativa para aprovação.

Veja a nota na íntegra:

Em relação às declarações do governador eleito, Mauro Mendes (DEM), sobre possível aumento dos impostos pagos pelos produtores de algodão, a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) esclarece que o setor teve conhecimento das informações pela imprensa e que ainda não foi formalmente convocada para uma discussão sobre o tema.

A Ampa reitera publicamente que está à disposição da equipe de transição do novo Governo, bem como do próprio governador eleito, para apresentar os números do setor, o volume de contribuição já existente e os riscos no aumento da carga tributária que poderá gerar uma retração da economia, impactando as demais arrecadações e onerando a sociedade.

Esperamos que as decisões não sejam tomadas de forma unilateral, sem diálogo e, principalmente, sem um conhecimento completo do funcionamento deste setor fundamental para a economia de Mato Grosso, que paga impostos, arrecada ICMS e ainda contribui atualmente com dois fundos (Fethab 1 e 2). Qualquer ação imprudente poderá gerar enormes prejuízos ao Estado.

Os produtores de algodão não deixarão de cumprir com suas obrigações de pagar seus impostos e contribuir com o aumento de emprego e renda, mas defendemos que a atuação do Governo do Estado seja igualitária, fazendo a sua parte com a diminuição da máquina pública, pois desta forma terá o apoio de todos que contribuem para o desenvolvimento.

Alexandre Pedro Schenkel
Presidente da Ampa

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