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Carrefour fecha loja para evitar protesto e segurança diz que não queria machucar cachorro

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Camilla Zeni

Depois de ter ganhado os noticiários devido a um ato criminoso e de maus-tratos contra um cachorro que vivia nas redondezas, a empresa Carrefour fechou a loja de Osasco (SP) neste sábado (8) para evitar prejuízos que poderiam ser causados durante um protesto organizado pela população.

Nas redes sociais, mais de 12 mil pessoas confirmaram a presença em um protesto organizado contra a morte da cadela Manchinha, como o animal era apelidado. Além dessas, outras 55 mil pessoas teriam demonstrado interesse em participar. Os organizadores marcaram como local a loja onde o crime aconteceu e pediram que os participantes usassem roupas pretas.

Conforme o Carrefour, apesar de fecharem o empreendimento, o estacionamento permanecerá livre para que o ato ocorra, na tarde deste sábado.

Agressão

O caso contra Manchinha, que terminou com a morte do animal, revoltou todo o país. A agressão teria acontecido no dia 28 de novembro, depois que um segurança do Carrefour, já cansado da presença contínua da cadela nas redondezas, espancou e envenenou o animal de rua.

Conforme a Polícia Civil de São Paulo, imagens de circuito de segurança do próprio Carrefour mostram o segurança perseguindo a cadela com uma barra de ferro. Depois de ser ferida, equipes da Prefeitura de Osasco foram chamadas para recolher o animal.

Manchinha foi levada para atendimento emergencial, mas já apresentava pressão baixa, vômito com sangue e muitas escoriações. Ela não resistiu aos ferimentos. O corpo do animal foi cremado pela prefeitura.

No dia 5 de dezembro, o Ministério Público de São Paulo resolveu abrir inquérito para apurar o caso. A medida foi tomada depois que diversos ativistas denunciaram o crime de maus-tratos. Para o promotor Marco Antônio de Souza, que assinou a instauração do inquérito, é dever do Estado proteger os animais.

Depoimento

Após ser identificado, o segurança da empresa Carrefour prestou depoimento. Disse que está arrependido da agressão e que não tinha a intenção de matar o animal.

Na delegacia, o homem garantiu que “teria usado a barra para bater no chão com objetivo de afugentar o cão e só percebeu que tinha acertado o animal quando este voltou à loja já sangrando”.

Ele segue sendo investigado pelo crime de maus-tratos.

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