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Ação da PF divide moradores do Jardim das Américas

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Redação

O Livre

fachada.residência Emanuel Pinheiro

Prefeito Emanuel Pinheiro teve a companhia de agentes da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira 

Parte dos moradores do Jardim das Américas, bairro nobre de Cuiabá, acordou nesta quinta-feira (14) com policiais federais por perto, que cumpriam mandados de busca e apreensão em decorrência da Operação Malebolge. Enquanto uma porção dos residentes se mostrou indiferente quanto à ação da PF, outra revelou ter sentido certo desconforto.

Era quase 6 horas quando a professora Lúcia* (nome fictício) voltava da caminhada na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) quando deparou-se com uma grande movimentação quase em frente à sua casa, situada na Rua La Paz.

Na localidade, o entra e sai da residência do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) era grande. “Fiquei com receio de me pedirem para que eu ficasse como testemunha. Não quero me envolver de nenhuma maneira com assuntos dessa natureza, tenho pavor”, afirmou.

O máximo que os policiais interagiram com a professora, no entanto, ficou limitado a um simples bom dia. “Não falaram nada além disso, estavam todos muito concentrados e com a expressão fechada. Entrei para dentro de casa e fui cuidar da minha vida”, contou.

A duas quadras dali, na rua Buenos Aires, agentes da Polícia Federal também se faziam presentes, no caso, no edifício Di Cavalcanti, para o cumprimento de mandados no apartamento do empreiteiro Marcelo Avalone – irmão do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalone.

Morador do edifício, o médico Carlo Schüring disse não se incomodar com a ação dos policiais – com quem chegou a cruzar no hall de entrada. “Não acho ruim que façam o quem tem de ser feito, porém, desde que sem excessos”, observou.

Ao todo, a Polícia Federal cumpriu 64 mandados de busca e apreensão, em ação que envolveu a participação de 270 pessoas, entre agentes e membros do Ministério Público Federal (MPF), em Cuiabá, Rondonópolis, Primavera do Leste, Araputanga, Pontes e Lacerda, Tangará da Serra, Juara, Sorriso, Sinop, Brasília e São Paulo.

A operação decorre da delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) – também morador do Jardim das Américas – homologada pelo STF, que detalhou 56 casos de corrupção. As informações reveladas pelo peemedebista vieram à tona no dia 25 de agosto, quando o ministro do STF, Luiz Fux, decidiu derrubar o sigilo que ele próprio havia imposto ao processo.

Entre o conteúdo da delação, encontram-se vídeos em que deputados estaduais à época, como Emanuel Pinheiro, são flagrados recebendo dinheiro de Sívio Corrêa, então chefe de gabinete de Silval. Os valores seriam provenientes de propinas, para que o legislativo apoiasse o governo.

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