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Ofertas de ações podem alcançar R$ 40 bi no ano

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Redação
Bolsa de Valores

Um volume de até R$ 15 bilhões em emissões de ações já está engatilhado nos bancos de investimento para ocorrer ainda este ano. Se confirmado, 2017 somará cerca de R$ 40 bilhões, registrando o melhor ano para esse tipo de operação desde 2009. Exclui-se da conta o ano de 2010, marcado pela mega capitalização da Petrobrás, de R$ 120 bilhões, que distorce os números daquele período.

Algumas companhias que vislumbram o mercado de capitais para captação via oferta de ações estão acelerando os preparativos para realizarem as emissões o mais rápido possível, de forma a evitarem as incertezas que podem surgir quando a agenda eleitoral ganhar a cena, no ano que vem. Outro fator que desponta como preocupação é o ajuste fiscal, visto que já está certo que o próximo governo terá de retomar essa pauta.

Para o próximo mês, a empresa do setor de alimentos Camil, a de tecnologia da informação Tivit e a do setor de energia Neoenergia já pediram registro para realizarem suas ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês), ao passo que Vulcabrás, Eneva e Paranapanema estão na rua com suas ofertas subsequentes de ações. Juntas, as seis ofertas têm potencial para movimentar cerca de R$ 9 bilhões, já no próximo mês. E para a janela no final do ano está sendo esperada, por exemplo, a oferta bilionária da BR Distribuidora.

“Até fevereiro haverá uma incerteza muito menor, depois a agenda eleitoral ganha espaço e o humor dependerá muito de rumores e pesquisas”, afirma o responsável pelo Banco de Investimento do Morgan Stanley no Brasil, Alessandro Zema. Segundo o executivo, as empresas já preparadas para emitirem devem “comprar a opcionalidade”, ou seja, deixar a casa pronta para estarem aptas a aproveitar a melhor janela. “Uma emissão de ações é um processo que precisa ter certo timing”, afirma. Em anos eleitorais, lembra, o calendário para ofertas de ações costuma ficar ainda mais seletivo.

O diretor de Renda Variável do Bradesco BBI, Glenn Mallett, diz que o pipeline do mercado até o fim do ano está com volume semelhante ao observado de janeiro a julho, período em que as emissões de ações somaram cerca de R$ 24 bilhões. O alto volume de emissões, diz, não se refere, à antecipação por conta das eleições. “A visão do mercado é que haverá uma manutenção e a agenda de estabilidade deve ser preservada. No entanto, é claro que um ano de eleição tem um fluxo de notícias que traz mais volatilidade ao mercado”, afirma. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Com Agência Estado)

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