Cidades

Filas, fake news e desconfiança, marcam eleições em Sinop

Big techs assinam acordo para evitar que inteligência artificial atrapalhe as eleições de 2024
Foto de Mayla Miranda
Mayla Miranda

A eleição traz a democracia para o país, é um direito adquirido da população levando os eleitores às urnas para escolher seus governantes e com eles o futuro do país. Nesse domingo (07) não foi diferente, o Brasil inteiro acordou cedo para votar em seus candidatos, e este ano, com o cenário mais temeroso e com a disputa acirrada entre a esquerda e direita da nação ainda teve novidade com a biometria. Apesar da tecnologia a nova modalidade apresentou lentidão e filas quilométricas em todas as sessões eleitorais.

Em Sinop (500 Km de Cuiabá) esse ano, não foi relatado nenhum tipo de distúrbio ou tumulto e nem mesmo relatos confirmados de boca de urna. Porém há relatos de urnas com problemas. O único boletim de ocorrência registrado no domingo, deu conta que uma urna estaria sendo fraudada ou com problemas na cidade. Outros dois casos apenas foram relatados à PM, sobre urnas não completarem os votos, mas sem registros oficiais.

“Eu preenchi todos os dados dos meus candidatos corretamente e apertei a tecla confirma, mas quando chegou o momento de digitar o presidente, eu digitei os números, e a mensagem “FIM” apareceu antes de apertar confirma, eu chamei o mesário, e ele não soube explicar o que tinha acontecido”, diz o eleitor em trecho do B.O.

Segundo o relatório, o coordenador da sessão eleitoral foi acionado e o mesmo teria dito que algumas urnas estavam com problemas, mas não foram trocadas ou recolhidas, sem dar maiores explicações sobre o assunto.

O problema ainda persistiu durante a votação, houve casos onde urnas apresentavam falhas e a biometria não funcionou como deveria, muitas pessoas reclamaram muito da demora, e ainda muitas as vezes era necessária realizar várias tentativas para conseguir ler a digital do eleitor. Nós casos a biometria não era reconhecida, alguns mesários ajudavam e usavam sua própria digital na tentativa de agilizar o processo.

Demora na votação

Também tiveram eleitores que não sabiam como votar, para isso contaram coma ajuda de pessoas autorizadas.
É o caso de um senhor de aproximadamente 65 anos, que teve serias dificuldades em realizar sua votação e levou mais de vinte minutos na urna.

O eleitor não conseguia entender a forma que deveria fazer o voto. A mesária da sessão da escola Nilza de Oliveira Pipino, com muita paciência ajudou ele da maneira que podia sem se aproximar da urna e nem mesmo levantar da mesa, já que qualquer aproximação poderia ser configurada como intervenção ao voto.

Para que o problema fosse solucionado, foi necessário a convocação do juiz da sessão que conseguiu ainda sem se aproximar, mostrar ao eleitor o modo correto de realizar a votação.

“Ele não estava apertando nos botões, mas sim na tela, desta forma o voto não era registrado”, disse o juiz.
Ainda no mesmo caso para que o eleitor finalizasse seu voto, foram necessários a liberação da urna por quatro vezes, mas ele conseguiu e saiu satisfeito. “A gente se confunde um pouco, mas graças a Deus eu consegui votar, não podia deixar de participar”, contou.

Fake news em Sinop

Durante as eleições, vários eleitores gravaram vídeos e publicaram nas redes sociais sobre uma possível fraude nas urnas gerando uma sensação de insegurança nos eleitores, principalmente nos mais desconfiados da tecnologia das urnas eletrônicas.

Para acabar com os boatos o TSE e o TRE emitiram notas para acalmar a população.

“Vídeo e mensagens em redes sociais e app de bate-papo sobre processamento dos votos na urna antes da tecla ‘confirma’ SÃO FALSOS”, publicou o TSE no Twitter, compartilhando uma nota emitida pelo Tribunal Regional de Minas Gerais (TRE-MG).

Muitos questionaram sobre o que o TSE estaria fazendo a respeito de tudo o que estava acontecendo. E em coletiva, a presidente Rosa Weber ressaltou a qualidade do processo eleitoral brasileiro dizendo ainda que a justiça vai tratar com muito rigor “criminosos”, que propagam essas informações falsas afim de colocar em dúvida a credibilidade das eleições nacionais.

“O que o TSE está fazendo? O TSE está não está fazendo nada? Não, ele está fazendo. Primeiro, ele está entendendo o fenômeno, porque o fenômeno não é de fácil compreensão, não é de fácil prevenção, e não é problema brasileiro. Mas o TSE está atento”, disse.

Veja o vídeo clicando aqui:

Você pode ser responsabilizado

Com a internet e as redes sociais hoje, fica fácil para alguém de má fé inventar notícias, então é IMPORTANTE verificar a procedência das informações antes de compartilha-las, se elas já foram publicadas em algum site de confiança, de onde essa informação veio, e SEMPRE desconfie de sites que você não conhece, pois, pessoas que compartilham essas fake news acabam sendo cúmplices daqueles que a criaram.

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