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“Não permitiremos arbitrariedade e ilegalidades”, diz Taques sobre prisão de primo

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Redação

Ednilson Aguiar/O Livre

Governador Pedro Taques

O governador Pedro Taques (PSDB) falou sobre a prisão do ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques neste sábado (05), durante evento da Caravana da Transformação, em Barra do Garças. “Eu quero dizer o seguinte: não permitiremos arbitrariedade e ilegalidades”, disse o governador.

Ele afirmou que a prisão do ex-secretário não abala o governo. “Em absoluto. Quem é preso, ele não é condenado, não é nem denunciado ainda. Isso vai ser investigado, a lei serve para todos. O Poder Judiciário é independente, nós não podemos fazer absolutamente nada e nem se eu pudesse eu faria. Cabe ao Poder Judiciário cumprir o seu papel”, destacou.

O governador prometeu se pronunciar sobre o assunto na segunda-feira, depois de ler o conteúdo da decisão do desembargador Orlando Perri.

Taques ainda relativizou o motivo da prisão de seu ex-chefe da Casa Civil. “Ele foi preso preventivamente e será investigado, mas não é por roubo, como outros que foram presos”, disse Taques se referindo à gestão anterior do governo do Estado.

Prisão
Paulo Taques foi preso na sexta-feira (04) por suspeita de ser o mandante das interceptações telefônicas ilegais realizadas por policiais militares no Estado. No caso conhecido como “barriga de aluguel” foram utilizadas operações policiais para espionar autoridades e profissionais de interesse da cúpula do governo do Estado.

Além do ex-secretário, também já foram presos o ex-comandante-geral da PM Zaqueu Barbosa, o ex-secretário e o ex-adjunto da Casa Militar coronel Evandro Ferraz Lesco e coronel Ronelson Barros, o tenente-coronel Januário Antônio Edwiges Batista, além dos cabos Gérson Luiz Ferreira Corrêa Júnior e Euclides Torezan. Destes, apenas Batista e Torezan conseguiram liberdade até o momento.

A denúncia feita pelo promotor Mauro Zaque aponta que Tatiane Sangalli, ex-amante de Paulo Taques, e uma secretária dele foram grampeadas ilegalmente.

Telefones da deputada estadual Janaína Riva (PMDB), do advogado eleitoral ligado ao PMDB José do Patrocínio, do jornalista José Marcondes “Muvuca”, do desembargador aposentado José Ferreira Leite, entre outros, foram incluídos ilegalmente uma investigação de tráfico de drogas. Um telefone no Gaeco também teria sido interceptado.

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