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Há mais de 60 dias sem chuva, umidade em Cuiabá se aproxima de nível de deserto

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Redação

Ednilson Aguiar/O Livre

Cuiabá,centro

Umidade relativa do ar caiu para 17% no último domingo em Cuiabá

O tempo seco dos últimos dias tem feito muitos mato-grossenses se sentirem como num deserto, mas, segundo especialistas em meteorologia, falta piorar um pouco para chegarmos lá. No último domingo (30), Cuiabá registrou um índice de 17% de umidade relativa do ar. Em geral, os percentuais de regiões desérticas ficam abaixo de 15%. 

Cercado por uma grande massa de ar seco, Mato Grosso não registra chuva há mais de 90 dias em algumas regiões, como o Araguaia, perto da divisa com o Tocantins. Em Cuiabá, são mais de 60 dias sem uma gota de água.

E as previsões não são boas: não há sinal de chuva até 10 de agosto, segundo o meteorologista João Caetano Mancini Vaz, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “Essa massa de ar seco funciona como uma coluna de ar que barra o ar mais frio”, explica.

Nesta terça-feira (1º), a umidade na capital é de 20%. Nos municípios de Gaúcha do Norte (a 595 km de Cuiabá) e Rondonópolis (a 218 km), o percentual está em 19%. Na região Oeste, a sensação é melhor: a umidade relativa do ar marcava 26% em Vila Bela da Santíssima Trindade (a 562 km de Cuiabá) e 24% em Pontes e Lacerda (a 483 km). Já em Alta Floresta (800 km ao Norte de Cuiabá), o percentual registrado é de 28%.

Com base nisso, o CPTEC emitiu um aviso de atenção à Defesa Civil de Mato Grosso. Se a umidade cair para menos de 20%, a região entra em estado de alerta. Abaixo de 12%, considera-se uma emergência.

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