88% dos vacinados pretendem tomar terceira dose da vacina contra a covid-19

Dentre os que não tomaram nenhuma dose, 2% disseram acreditar que a vacina é um chip para monitorá-los ou mudar seus genes

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

Entre os brasileiros que já tomaram uma ou duas doses da vacina contra a covid-19, 88% afirmam que pretendem tomar uma terceira. Dos que desejam receber a dose de reforço, a maioria (36%) respondeu que, mesmo se pudesse escolher, tomaria qualquer uma das marcas de imunizantes disponíveis no Brasil.

A vacina da Pfizer é preferência de 28% das pessoas. Outros 19% escolheiram a Astrazeneca; 9% prefeririam a da Jansen; e 8%, a Coronavac.

Os dados são do último relatório da pesquisa Saúde Brasil, realizada pelo Centro de Pesquisa em Comunicação Política e Saúde Pública da Univesidade de Brasília (CPS-UnB) e pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD), que entrevistou 1.006 pessoas entre os dias 29 de setembro e 8 de outubro.

“Os resultados mostram que, apesar da demora do país em iniciar a vacinação e dos erros na comunicação do governo federal, a sociedade brasileira aderiu majoritariamente à imunização contra a covid-19. Isso é fruto, em boa medida, do histórico de vacinação dos brasileiros contra diversas doenças e da confiança numa solução sanitária que tem sólida base científica há décadas”, diz Wladimir Gramacho, coordenador do CPS-UnB.

Entre as principais razões que os entrevistados alegaram para terem se vacinado, a confiança na segurança e na eficácia da vacina foi mencionada por 79%, seguida pela resposta “para poder viajar e sair com segurança” (57%), pela insistência da família (25%) e dos amigos (3%).

Por que alguns não se vacinaram?

Já entre os 9% de brasileiros que não tomaram nenhuma dose do imunizante até agora, 28% não o fizeram porque acham que não é seguro, 20% têm receio das reações e outros 20% acham que a vacina não é eficaz.

Houve ainda 10% dos entrevistados que alegam não ter tido tempo e 7% que disseram não ter conseguido ir até o local de vacinação.

Ainda dentre os entrevistados, 3% falam que o motivo é o fato de haverem tido a doença e 2% respondem que ainda não chegou a sua vez de se vacinar no lugar onde mora.

Outros 2% responderam que a vacina é um chip para monitorá-los ou mudar seus genes.

Sobre as chances de virem a se imunizar contra a covid-19, esses mesmos brasileiros que não receberam nenhuma dose da vacina até agora dizem que têm muita chance de fazê-lo (24%), alguma chance (25%), pouca chance (23%) ou nenhuma chance (26%).

Mortes por covid

Ainda de acordo com o levantamento, 47% dos entrevistados afirmam que conhecem uma ou mais pessoas não tão próximas que faleceram por causa do coronavírus e 33% alegam ter um amigo próximo que morreu em razão da covid.

Questionados sobre o nível de preocupação com a doença, que vai de “nada preocupado” a “muito preocupado”, o número de brasileiros que estão com a maior preocupação caiu 10 pontos percentuais, de 35% para 25%, entre junho e setembro.

Mas 40% dos entrevistados se dizem “bastante preocupados”, segundo maior nível de preocupação mensurado.

Mais de um terço (35%) está “nada” ou “só um pouco” preocupado.

“Esses dados mostram que quase dois terços da população entendem que a pandemia ainda não foi controlada no Brasil, embora a diminuição no número de casos e de mortes nos últimos meses tenha deixado as pessoas um pouco menos preocupadas”, diz Max Stabile, diretor executivo do IBPAD.

(Com Assessoria)

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