56 dias desaparecido: polícia investiga mãe e padrasto de menino

A demora para registrar o caso, uma matrícula tardia na escola e a falta de emoção levantaram suspeitas

Mais de 50 dias sem notícias de um filho e a tranquilidade de apenas dizer à polícia não saber onde a criança está. Esse é um dos motivos que tem feito mãe e padrasto estarem na lista dos suspeitos elaborada pelo delegado Nilson André Farias de Oliveira, que investiga o desaparecimento do pequeno Claudemir Ramos Quintino, de 10 anos.

Claudemir saiu de casa, no Distrito de Entre Rios, em Nova Ubiratã (480 km de Cuiabá), no dia 13 de dezembro e, desde então, não foi mais visto.

Ao LIVRE, o delegado afirmou que comportamentos estranhos da mãe e do padrasto da criança os tornaram suspeitos de um possível crime.

Agora, além da linha de investigação que considera que a criança ainda está viva, mas com outra família, a Polícia Civil trabalha com a possibilidade de Claudemir ter sido morto por parentes.

“Nós trabalhamos com duas linhas. Porém, quanto mais passa o tempo, menos esperança de encontrá-lo vivo a gente tem”, o delegado reconheceu.

Demora na denúncia

As suspeitas sobre a mãe e o padrasto tiveram início devido à demora para fazer a denúncia sobre o desaparecimento. A mulher só procurou a polícia quatro dia após o filho ter sumido.

Um fato, porém, chamou ainda mais atenção. Ela teve a oportunidade de avisar a polícia antes.

A Força Tática fez uma operação no Distrito de Entre Rios dois dias após o desaparecimento de Claudemir e uma vizinha sugeriu que a mãe falasse aos policiais o que havia ocorrido. Mas ela negou-se a contar aos militares.

“Somente depois de mais dois dias é que ela foi lá e registrou um boletim de ocorrência, até por pressão dessa vizinha, que perguntava: ‘e aí, não registrou? Não vai fazer nada?'”, contou o delegado.

Claudemir já está desaparecido há 56 dias (Foto: Arquivo Pessoal)

Ausência de emoção

Depois do registro do desaparecimento, outra ação da mãe causou estranheza à polícia. Embora Claudemir não tenha estudado em 2019, a mãe fez a matrícula dele – já depois do sumiço e de a polícia ser informada – em uma escola da região.

“Se ele não estudou no ano passado inteiro, depois que ele está desaparecido vai fazer a matrícula?”, questionou o delegado.

Após essa ação, o delegado e sua equipe, da delegacia de Sorriso (400 km de Cuiabá), foram até a casa da família ouvir a mãe e o padrasto. Eles alegaram somente não saberem onde estava o menino.

“A gente não sentiu uma comoção, uma vontade de localizar”, relatou o delegado. “Esses são indícios. Não estamos dizendo que foram eles, mas apenas que são suspeitos e que a conduta deles nos causaram estranheza”, completou.

Pedido de perícia

Diante das evidências, o delegado Nilson André Farias de Oliveira pediu uma perícia nos celulares da mãe e do padrasto de Claudemir.

Ainda não há uma data para que o trabalho seja concluído, mas o resultado não deve demorar, visto que há um pedido de urgência.

Curiosamente, Claudemir tem um irmão mais velho que também já saiu da cidade. “O que também nos leva a entender que tem alguma coisa ali”, afirmou o delegado que frisou: “enquanto não encontrarmos materialidade, um corpo, a gente não pode descartar a possibilidade dele estar vivo”.

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