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5 perguntas para Felipe Araújo: das tatuagens ao namoro com fãs

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Danúbia Machado

Bastaram 15 minutos para entender o motivo do sucesso do cantor Felipe Araújo. Com fala calma e jeito tímido, o goiano de 22 anos é dono de um carisma ímpar.

Religioso e fiel às origens, Felipe mostrou ter pé no chão e autenticidade. Prova disso são suas tatuagens, que fazem homenagem ao irmão Cristiano Araújo, ao catolicismo e até o bairro onde morou na infância.

Quando questionado sobre sua vida amorosa, o bom moço logo solta um riso faceiro e se esquiva dizendo que hoje vive um romance com as fãs. Mas, garante que não será um garanhão como o pai João Reis.

O cantor nos recebeu no hotel em que esteve hospedado aqui em Cuiabá e nem de longe pareceu aquele rapaz de três anos atrás que iniciava carreira solo e se esforçava em mostrar suas músicas, além de provar que não queria pegar carona no sucesso do irmão Cristiano Araújo, morto em um acidente de carro em junho de 2015.

Se engana quem acredita que o jovem cantor, mesmo vindo de uma família de músicos e tendo convivido desde muito cedo com grandes nomes da música sertaneja, tenha tido facilidades pelo caminho. Sua trajetória não foi diferente de outros cantores que almejam o sucesso. Antes da fama Felipe fazia shows em bares de Goiânia e aos 15 anos já sentia a responsabilidade de cantar na noite.

Não demorou muito para que seu talento falasse mais alto. Empresariado por Rafael Vannucci e dono de seu próprio escritório, Felipe atravessa fronteiras, e lota casa de shows dentro e fora do Brasil. Suas músicas caíram no gosto e ouvido dos gringos. “A mala é falsa, “ Amor da sua cama” e “Chave cópia” são cantadas por portugueses, franceses e americanos.

Com simplicidade e um largo sorriso Felipe recebeu O LIVRE e contou sobre sonhos, projetos, tempo de estrada e suas manias.

1 – Você conseguiu criar uma identidade no meio sertanejo. O que te move na sua carreira?

Felipe Araújo – Eu posso estar cansado, com sono e exausto o que for, mas quando subo no palco é uma adrenalina inexplicável. Amo o que faço, me entrego para que o público receba o meu melhor. Eu canto há sete anos e não me vejo fazendo outra coisa.

2 – Suas músicas são pedidas em rádios de outros países. Como foram suas turnês na Europa e Estados Unidos e quais serão os próximos países?

FA – Eu já havia ido para fora do Brasil, mas nunca como cantor.  Estar em Paris, Londres, e ver pessoas de outras culturas cantando minhas músicas foi um presente. Em Portugal eu estive numa rádio e durante a entrevista os portugueses ligavam pedindo minha música. As turnês fora do Brasil serão anuais. Quem sabe um dia minha turnê não chegue ao Japão? Sou fascinado pela cultura oriental. É um dos lugares que sonho em conhecer.

3 – Se o Cristiano estivesse vivo, vocês se tornariam uma dupla?

FA – Seria pouco provável. Mas eu sou o tipo de pessoas que acredita que tudo pode acontecer. As coisas mudam, principalmente no cenário musical. Veja as cantoras de hoje, dominaram o sertanejo. Isso, alguns anos atrás era algo fora de cogitação. O essencial é colocar amor no que faz. Isso eu e meu irmão sempre tivemos, juntos ou não.

4 – Qual mania que você tem e detesta, e o que faz fora do palco e manda bem?

FA – Sou muito metódico. Faço sempre as mesmas coisas todos os dias, mesmo minha vida não tendo uma rotina, e me irrito quando algumas coisas fogem do meu controle. –  apontando para Daniel Sales, seu produtor. Por exemplo, eu tenho duas necessaires e o Dan sempre coloca a pasta de dente em uma, e a escova de dentes em outra. Isso não existe – os dois caem na risada.

Gosto muito de jogar futebol. Não mando bem pra caramba, mas também não sou tão ruim assim. Minha outra paixão é desenhar. A algum tempo eu até carregava meus desenhos nas viagens, mas com agenda corrida, eu desenho só em casa.

5 – Conte para nós a história de suas tatuagens. Qual gosta mais? E… aproveitamos para perguntar o que toda fã quer saber: você pensa em se casar ou prefere seguir a linha Don Juan? 

FA – Bem, sobre as tatuagens, esta na minha mão é nome do bairro onde cresci, o Itão em Goiânia. Tenho grandes amigos lá. Gosto da primeira tatuagem que fiz que foi o nome do meu irmão Cristiano. A face do leão que tenho no braço direito também é uma das minhas preferidas. Agora (risos), quanto à curiosidade das fãs, quero dizer que não sou muito de fazer planos, deixo as coisas acontecerem naturalmente na minha vida. Mas sou o oposto do meu pai que aos 58 anos diz que nunca irá se casar. Esse é o jeito dele.  Estou numa fase apaixonado pela vida e principalmente, pelas minhas fãs. Estou bem feliz assim.

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