2021, o ano para se reinventar

Para o comércio, 2020 foi um ano de grandes desafio;, em 2021, as principais diretrizes deverão estar pautadas na reinvenção e no planejamento dos negócios

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Logo no início de 2021, tivemos boas notícias com a chegada das vacinas no Brasil contra a covid-19, o que têm gerado confiança e esperança à população. Para o comércio, 2020 foi um ano de grandes desafios e, acredito que em 2021, as principais diretrizes deverão estar pautadas na reinvenção e no planejamento dos negócios.

É certo que a pandemia afetou alguns segmentos de forma mais intensa, entretanto, mesmo diante da crise mundial, muitas empresas foram capazes de prosperar e ampliar suas atividades, pois se reinventaram e descobriram formas de manter e obter novos clientes.

Uma pesquisa recente da CNC, em parceria com o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio (IPF-MT), mostrou que iniciamos 2021 com alta na intenção de consumo das famílias da capital mato-grossense. Foi a quinta melhora consecutiva da pesquisa, ou seja, mesmo com a retração da economia, a população está otimista e continua consumindo.

Por isso, é importante que os empresários avaliem quais são as adaptações necessárias para que o seu comércio siga atrativo. Analisar o mercado, identificar ameaças, ter foco em diferenciais competitivos, redesenhar o modelo de negócio, abusar da criatividade e utilizar estratégias de inovação são ferramentas cada vez mais necessárias.

Empreender no Brasil nunca foi uma tarefa fácil. Lidar com a burocracia, com a alta carga tributária, com a cultura da corrupção nos órgãos públicos, entre outras questões que interferem nas relações comerciais, são desafios diários para o empresariado.

Reconhecer as oportunidades e entender que existem novas e crescentes demandas é vital para a sobrevivência dos negócios. Dados do Ministério da Economia demonstram que apesar de todas as circunstâncias, entre maio e agosto de 2020, foram abertos mais de 782 mil negócios no país. Portanto, o empreendedorismo continua crescendo no país.

No último ano, várias tendências foram aceleradas e a presença digital se tornou imprescindível, já que por algum tempo, as lojas físicas foram fechadas. Quem não incluiu o comércio eletrônico, neste ano, não terá escapatória, pois é um grande aliado para ampliar as transações comerciais. O velho ditado nunca foi tão atual: são nas crises que surgem as melhores oportunidades.

José Wenceslau de Souza Júnior é presidente da Fecomércio, Sesc, Senac e Sindcomac em Mato Grosso, e comerciante há mais de 40 anos.
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