21 de abril de 2017 - 15:08

Helicóptero leva peritos para local do massacre

Ao menos cinco pessoas foram mortas em gleba de difícil acesso e com conflitos agrários; vítimas não foram identificadas

da Redação

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Lucas Ninno/Gcom

helicoptero ciopaer

 

Três técnicos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) se deslocam para o local da chacina que matou cinco pessoas na Gleba Taquaruçu do Norte, que fica no distrito de Guariba, em Colniza (1.065 km de Cuibá). Eles farão a perícia para identificar como ocorreram os assassinatos.

Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), a equipe decolou da capital às 8h desta sexta-feira, em helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), mas ainda não há previsão do horário de chegada. 

A área é marcada por conflitos agrários e difícil acesso. De Guariba até o local do crime são mais 200 km em mata fechada e estrada com atoleiro, além de 15 minutos de barco pelo Rio Roosevelt ou 18 km a pé. Policiais civis e militares também se deslocaram para a gleba. Uma equipe da Força Tática de Juína foi enviada para o local do crime por terra.

No distrito de Guariba, estão alguns parentes das vítimas. Os nomes, porém, ainda não foram revelados pela Sesp. A assessoria afirmou que não há crianças entre os mortos. 

De acordo com o soldado Julio César, do posto da Polícia Militar (PM) perto da reserva extrativista Guariba-Roosevelt, que recebeu a denúncia, três homens em duas motos apareceram por volta das 11 horas da manhã de quinta-feira, 20, para relatar as mortes. O posto fica a 150 quilômetros de Colniza e a 120 quilômetros do local da chacina.

"Eles falaram em seis a dez mortos", disse o PM. "Um deles era um pastor, que disse que outro colega, também pastor, morreu na chacina. Ali é uma região de conflitos por terras há muitos anos".

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