10 de agosto de 2017 - 16:30

Congresso Nacional homenageia os 80 anos da UNE

Parlamentares que fizeram parte da UNE enalteceram o papel da entidade na luta pela democracia e ressaltaram a importância da participação dos estudantes no debate político

Da Redação

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Edilson Rodrigues/Agência Senado

homenagem UNE senado

Da esquerda à direita: deputada Alice Portugal (PCdoB-BA); presidente da UNE no período de 1961 a 1962, ex-deputado Aldo Arantes; senador Roberto Rocha (PSB-MA); presidente do Senado, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE); senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM); presidente UNE, Marianna Dias; e vice-presidente da UNE, Jessy Dayane Silva Santos

Em sessão solene nesta quinta-feira (10), o Congresso Nacional homenageou os 80 anos da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Ao participar da sessão solene, a atual presidente da entidade, Marianna Dias, defendeu eleições diretas, "a soberania do nosso país e que resistirá para que a universidade pública continue sendo um patrimônio inegociável do povo brasileiro". "Não permitiremos que nenhum ataque seja feito sobre ela [universidade pública]: nem cobrança de mensalidade, nem sucateamento, nem privatização”, disse.

Diversos parlamentares que fizeram parte da UNE enalteceram o papel da entidade na luta pela democracia e ressaltaram a importância da participação dos estudantes no debate político.

Os senadores Lindbergh Farias (PT-RJ) – presidente da organização em 1992 e 1993 – e Paulo Rocha (PT-PA) defenderam a necessidade de mobilização contra os cortes de verba no ensino universitário. “A UNE sempre cresceu em momentos de crise profunda como esta. Vocês sabem o tamanho da destruição que está vindo por aí”, afirmou Lindbergh.

Já o senador José Serra (PSDB-SP), que presidiu a UNE na época do Golpe de 1964, rememorou seu período à frente da entidade e comparou-o ao atual: “Não é meu papel fazer prescrições. Mas a importância [da UNE] daqui por diante é conseguir retomar o debate sobre o Brasil diante da juventude brasileira. É muito mais difícil que no passado, dada a dimensão e a heterogeneidade. Em 1964, eram 100 mil universitários, hoje são mais de 6 milhões”, disse.

(Com Agência Brasil)