14 de julho de 2017 - 19:10

Tenente-coronel preso por grampos é solto

Januário Batista foi detido por suspeita de participação no esquema que grampeou diversas autoridades

Mikhail Favalessa

, da Redação

mikhail.favalessa@olivre.com.br

Tribunal de Justiça

Orlando Perri desembargador

 

O desembargador Orlando Perri acatou um Habeas Corpus impetrado pela defesa e liberou o tenente-coronel Januário Batista, comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, da prisão preventiva. O oficial havia sido preso em 23 de junho por possível envolvimento no caso de interceptações telefônicas ilegais conhecido como barriga de aluguel. O caso corre em segredo de justiça, mas a informação foi confirmada pelo advogado do tenente, Saulo Gahyva.

Na mesma ocasião em ele havia sido preso, também foram detidos os coronéis da PM, Evandro Lesco e Ronelson Barros, secretário chefe e adjunto, respectivamente, da Casa Militar. Eles seguem presos e afastados de seus cargos. O atual secretário de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), coronel Siqueira Júnior, também foi ouvido no Inquérito Policial Militar (IPM), mas não foi alvo de diligência.

Todos eles, com exceção de Siqueira, são suspeitos de participação em grampos ilegais contra uma deputada, um desembargador aposentado, um ex-vereador, jornalistas, além de uma ex-amante e uma secretária do ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques, entre outras pessoas. Taques deixou a secretaria em maio, quando o caso veio à tona. Atualmente, ele atua como advogado do secretário da Sejudh no caso.

Os grampos foram denunciados pelo promotor Mauro Zaque de Jesus, que ocupou o cargo de secretário de Estado de Segurança Pública. De acordo com a denúncia, em uma investigação de tráfico de drogas em Cáceres foram incluídos telefones de pessoas que não tinham relação com os crimes. Os grampos citados por Zaque teriam tido início durante as eleições de 2014 e continuado até o final de 2015.

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