05 de dezembro de 2017 - 13:45

STJ nega férias no Chile de coronel envolvido em grampos

Airton Benedito Siqueira está impedido de sair de Cuiabá por suposta participação em plano para obstruir investigações

Mikhail Favalessa

, da Redação

mikhail.favalessa@olivre.com.br

Ednilson Aguiar/O Livre

coronel Airton Benedito Siqueira

Coronel teve pedido negado pelo STJ: ele pretendia passar férias no Chile

O ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou um pedido do coronel Airton Benedito Siqueira para ir até à cidade de Santiago, no Chile, tirar férias ao lado de sua esposa. O coronel cumpre medidas cautelares depois de ter sido preso na Operação Esdras, da Polícia Judiciária Civil (PJC) – ele foi solto por decisão de Marques.

Siqueira é acusado de fazer parte do grupo que teria interceptado ilegalmente os telefones de diversas pessoas de interesse da cúpula do governo do Estado. Atualmente, o militar, que é ex-secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, não pode frequentar dependências da polícia e nem do governo do Estado.

O coronel foi preso pela suspeita de ter ainda participado de um plano para obstruir as investigações do caso. Siqueira teria colaborado para que o tenente-coronel José Henrique Soares fosse cooptado e coagido a filmar clandestinamente o desembargador Orlando Perri, que era relator do caso no Tribunal de Justiça.

O militar pedia para viajar ao exterior entre os dias 19 e 26 de novembro. Mauro Campbell Marques, que relata o caso desde o dia 11 de outubro, recebeu o pedido apenas no dia 20, e por isso negou autorização para a viagem.

Siqueira está proibido de deixar Cuiabá sem autorização do STJ e deve ficar recolhido em casa no período noturno. A defesa do militar havia pedido para que a Justiça determinasse o horário exato de recolhimento, que ficou definido entre as 19h e as 7h da manhã.

O ministro ainda negou autorização para que Siqueira pudesse ir a Mirassol D’Oeste (295km de Cuiabá), quando necessário, para se reunir com seus advogados. Marques atendeu a um parecer do Ministério Público Federal (MPF), que pediu um cronograma de reuniões para que fossem dadas as autorizações específicas para cada encontro.